Um levantamento realizado pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela um aumento expressivo no eleitorado brasileiro com 60 anos ou mais. Nos últimos 16 anos, este grupo, denominado Geração Prateada, cresceu 74%, contrastando com o aumento de 15% do eleitorado geral no mesmo período. Esse crescimento representa um salto de 20,8 milhões de eleitores em 2010 para 36,2 milhões em março deste ano.
Com 156,2 milhões de pessoas aptas a votar até a data da coleta, e o prazo final para cadastro se encerrando em 6 de maio, a Geração Prateada emerge como um grupo estrategicamente vital. Em cenários de polarização política aguda, como o observado nas eleições de 2022, o voto desses eleitores assume um papel potencialmente decisivo.
O Impacto Estratégico da Geração Prateada
Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, enfatiza a relevância da Geração Prateada para o resultado das eleições. Embora não sejam o único fator determinante, seu contingente numérico, que representa um em cada quatro eleitores do país, confere-lhes um peso considerável. Em pleitos equilibrados, como o de 2022, onde a diferença entre os candidatos presidenciais foi inferior a 2 milhões de votos, este grupo pode atuar como o fiel da balança.
A tendência de aumento da proporção de eleitores seniores nas urnas acompanha diretamente o crescimento da longevidade e o envelhecimento populacional. Em três décadas, a parcela da população com 60 anos ou mais subiu de 7% para 16%, e o eleitorado nessa faixa etária já constitui 23,2% do total de votantes.
Análise da Participação e Abstenção Eleitoral
A abstenção entre eleitores com mais de 60 anos tem apresentado uma tendência de queda nas últimas três eleições, passando de 37,1% em 2014 para 34,5% em 2022. Esse movimento contrasta com o aumento da abstenção geral do eleitorado brasileiro, que subiu de 19,4% para 20,9% no mesmo período.
Mesmo entre os maiores de 70 anos, para quem o voto não é obrigatório, a participação tem crescido. A taxa de abstenção desse grupo diminuiu de 63,6% em 2014 para 58,9% em 2022. Segundo Tokarski, a presença desses eleitores, ao lado dos mais jovens (16 a 18 anos), demonstra um engajamento por convicção ou identificação política, tornando-os alvos importantes para a conquista de votos em disputas acirradas.
Crescimento de Candidaturas Acima dos 60 Anos
O cenário político brasileiro também registra um aumento contínuo no número de candidatos com mais de 60 anos, tanto em eleições gerais quanto municipais. Em 2024, mais de 70 mil candidatos 60+ concorreram a cargos, representando 15% do total de candidaturas e marcando o maior montante desde 1998. Nas eleições gerais de 2022, este grupo somou 4.873 candidatos, ou 17% das candidaturas, também um recorde para aquele pleito.













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