A taxa de desemprego no Brasil registrou 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse patamar representa um aumento de 0,4 ponto percentual (p.p.) em relação ao período de novembro de 2025 a janeiro de 2026. Contudo, na comparação anual com fevereiro a abril de 2025, houve um recuo de 0,8 p.p. em relação aos 6,6% registrados anteriormente.
Movimentação da População no Mercado de Trabalho
O contingente de pessoas que buscaram trabalho e não conseguiram atingiu 6,3 milhões no trimestre finalizado em abril, um acréscimo de 471 mil indivíduos em comparação com o trimestre encerrado em março. A população desocupada avançou 8,0% frente a novembro de 2025 e janeiro de 2026, quando somava 5,9 milhões. Em contraste, na comparação com o mesmo período do ano anterior, que registrava 7,1 milhões de desocupados, houve uma redução de 11,3% (menos 809 mil pessoas).
Já a população ocupada foi de 102,3 milhões de pessoas, indicando uma queda de 0,3% (menos 338 mil) em relação ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026. Por outro lado, o número de ocupados cresceu 1,1%, ou mais 1,07 milhão de pessoas, frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2025.
Outros Indicadores Relevantes
O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, alcançou 58,4%. Isso representa uma queda de 0,3 p.p. em relação aos 58,7% do trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, mantendo-se estável quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior (fevereiro a abril de 2025).
A taxa composta de subutilização manteve-se estável em 13,8% na comparação trimestral, mas registrou um recuo de 1,7 p.p. em um ano. A população subutilizada totalizou 15,7 milhões de pessoas, exibindo estabilidade no trimestre e uma redução anual de 11,1% (menos 2 milhões de pessoas).
O rendimento real habitual de todos os trabalhos permaneceu no patamar recorde de R$ 3.732. A taxa de informalidade foi de 37,2% da população ocupada, totalizando 38,1 milhões de trabalhadores informais. Este indicador é ligeiramente inferior aos 37,5% (38,5 milhões) do trimestre encerrado em janeiro e também menor que os 38% (38,5 milhões) de fevereiro a abril de 2025.
Análise do Cenário Econômico
Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, atribui o aumento da desocupação neste trimestre móvel a fatores sazonais. Ela destaca que algumas atividades, como comércio e serviços pessoais, após aquecimento no final de 2025, não conseguiram reter uma parcela de seus trabalhadores.
Apesar da perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho brasileiro mantém um elevado nível de ocupação em relação a anos anteriores da série histórica, conforme Beringuy. Ela conclui que, mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda no país permanece sustentada.












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