A fotojornalista Tânia Rêgo, da Agência Brasil, foi agraciada com menção honrosa no Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e Direito dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. O reconhecimento veio pelo conjunto de imagens da reportagem "Áreas de retomada guarani em MS enfrentam dificuldades e violência", que documenta a realidade de comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul.
A Força da Comunicação Pública e a Luta Indígena
Durante a cerimônia de premiação, realizada na última quinta-feira (11), Tânia Rêgo ressaltou a importância vital da comunicação pública na visibilidade das questões dos povos originários e suas comunidades. Ela descreveu a experiência em Guapo’y Mirin Tujury, no Mato Grosso do Sul, onde documentou um momento de alta tensão após um massacre, registrando a morte de um indígena e a incerteza sobre o corpo, evidenciando a relevância do registro jornalístico em contextos sensíveis.
A fotojornalista enfatizou que, embora a fotografia seja um ato individual, ela é parte de um trabalho coletivo. Para Tânia, reportar e defender as comunidades indígenas e os povos tradicionais é intrinsecamente defender o meio ambiente. Ela finaliza apontando a constante violência — física, psicológica e institucional — que os indígenas das retomadas sofrem, sublinhando a necessidade urgente de sua visibilidade e reconhecimento como guerreiros.
Reconhecimentos Adicionais da Agência Brasil
Na mesma ocasião, a Radioagência Nacional também foi premiada, conquistando o terceiro lugar na categoria de iniciativa de educação midiática com o podcast "Crianças Sabidas – Série Trilhinhas Amazônicas", reforçando o compromisso da Agência Brasil com a temática socioambiental e a educação.
Destaques em Edições Anteriores de Prêmios
A Agência Brasil possui um histórico notável de premiações por sua cobertura. Em 2023, o fotógrafo Marcelo Camargo recebeu menção honrosa no prêmio da Sociedade Interamericana de Imprensa (IAPA) pela série “Ancestral Firefighters”, que documentou o heroísmo de brigadistas da comunidade quilombola Kalunga no combate a incêndios no Pantanal.
Em 2024, dois outros fotógrafos da Agência Brasil foram laureados na 41ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. Paulo Pinto obteve o primeiro lugar com a foto “7×1”, que capturou a repressão policial em uma manifestação do Movimento Passe Livre em São Paulo. Fernando Frazão conquistou o segundo lugar com “Tenho Minha Vida de Volta”, imagem que retrata o reencontro de um jovem após prisão injusta no Rio de Janeiro, evidenciando questões de injustiça social no Brasil.
É importante destacar que as imagens produzidas pela Agência Brasil, uma agência pública de notícias, são de uso gratuito, permitindo sua republicação em qualquer meio, desde que a fonte seja devidamente citada.









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