A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, tem uma audiência crucial marcada nesta terça-feira (26) no Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é obter a autorização do Tesouro Nacional para um empréstimo bilionário destinado a salvar o Banco Regional de Brasília (BRB). A reunião, agendada para as 16h, será presidida pelo ministro Luiz Fux, relator de uma ação do GDF que busca compelir o governo federal a socorrer a instituição financeira. A conciliação foi solicitada pelo Ministério da Fazenda e pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Origem da Crise e Investigação Penal
A crise do BRB é decorrente da aquisição de ativos considerados 'podres' do Banco Master, uma instituição que foi liquidada pelo Banco Central sob suspeita de fraudes financeiras bilionárias. Atualmente, o próprio STF conduz uma investigação criminal para apurar as responsabilidades por essa operação, que colocou o BRB sob o risco iminente de liquidação. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foram presos em abril, suspeitos de envolvimento em propinas. Os fatos investigados ocorreram durante a gestão do ex-governador Ibaneiz Rocha, com Celina Leão assumindo o GDF em março.
Rombo Financeiro e Impacto no DF
Embora o tamanho exato do prejuízo ao BRB ainda não seja oficial, devido ao atraso na entrega das atualizações contábeis obrigatórias ao Banco Central, a estimativa supera os R$ 10 bilhões. Na ação movida no Supremo, o GDF pleiteia o aval para garantir aproximadamente R$ 9 bilhões em empréstimos negociados com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e bancos privados, solicitando que o Tesouro Nacional seja obrigado a fornecer a garantia. A possível liquidação do BRB teria um efeito cascata devastador na administração do Distrito Federal, visto que o banco gerencia a folha de pagamentos dos servidores distritais e operacionaliza repasses essenciais para diversas políticas públicas locais. O aumento de capital do BRB é mandatório para que a instituição se adeque às exigências regulatórias do Banco Central.









/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/4/7/1iuVjASq6SWg8D0gpBrw/delivery-man-with-package-elevator-close-up.jpg)


/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/i/e/AaFYzjRVyQCPVMN64Mdw/lula-4-.jpeg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Q/Q/cEZNjrRTKBit9T1aYpYQ/imagem-cortada-24-.jpg)



/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/9/y/zJYjtiTBKpd5X59LEOMA/img-7041.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/L/7/GDCNt2RlGLJcOs8nR99g/preso-ferrovia-1-.jpg)





