A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Insider para investigar um suposto desvio de R$ 15 milhões em uma agência do Banco de Brasília (BRB). Dois funcionários do banco, um servidor público federal e empresários são os alvos da investigação, suspeitos de lavagem de dinheiro e corrupção. O próprio BRB foi o responsável por identificar e denunciar as operações irregulares às autoridades financeiras e policiais.
Aprofundamento da Operação Insider e Medidas Judiciais
Em cumprimento a dezessete mandados de busca e apreensão, a operação atua no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, contando com o apoio do Ministério Público distrital e da Polícia Civil fluminense. A Justiça determinou o bloqueio financeiro de R$ 15 milhões das contas dos investigados, além da eventual transferência de oito veículos de luxo e um imóvel localizados no Distrito Federal.
Os investigadores da PCDF já coletaram indícios de transferências bancárias entre os envolvidos, incluindo movimentações por meio de contas ligadas a empresas dos suspeitos. Há também apurações sobre possível ocultação patrimonial, realizada pela aquisição de veículos de alto valor e pela circulação fracionada de recursos. A investigação abrange ainda a BRB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), para apurar irregularidades em operações estruturadas.
Se condenados, os suspeitos podem enfrentar penas somadas de até 30 anos de prisão pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Consultado, o BRB não havia se pronunciado oficialmente sobre a operação até o momento da publicação desta reportagem.
Contexto: Operação Compliance Zero e Crise Institucional no BRB
O BRB, fundado em 1964 e controlado pelo Governo do Distrito Federal, enfrenta uma crise institucional intensificada pela Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2023. Essa operação da Polícia Federal expôs um esquema fraudulento comandado pelo Banco Master. O BRB adquiriu bilhões em créditos financeiros do Master, resultando em um prejuízo bilionário para o banco, apesar de recomendações técnicas contrárias à negociação.
Os fatos revelados pela Compliance Zero culminaram no afastamento e subsequente prisão do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, evidenciando as sérias consequências da gestão anterior.
Recentemente, a 5ª fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada, com alvos de grande relevância, como o senador e presidente do Partido Progressista (PP), Ciro Nogueira, seu irmão Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, e Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro. Eles são investigados por participação em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e contra o Sistema Financeiro Nacional, ampliando o escopo do escândalo.









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