A febre do álbum da Copa do Mundo já tomou conta de Salvador. Crianças, adolescentes e adultos têm lotado corredores e praças de alimentação de shoppings da capital baiana em busca de um objetivo em comum: completar o maior álbum da história dos Mundiais.
São 980 figurinhas, sendo 68 especiais, reunindo as 48 seleções participantes da Copa disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Mas, muito além da coleção, a experiência envolve trocas, estratégia, memória afetiva e encontros que atravessam gerações.
Nos tradicionais pontos de troca espalhados por Salvador e Região Metropolitana, os colecionadores transformam os espaços em verdadeiras rodas de negociação. Entre repetidas e raras, surgem amizades, histórias e até tradições familiares.
Colecionador desde 1986, Alberto mantém viva a paixão pelas figurinhas há quase quatro décadas. “Eu sempre gostei de futebol, aí comecei a colecionar e peguei o gosto”, contou. Desde então, ele já perdeu as contas de quantos álbuns acumulou. “De 86 pra cá… acho que uns 10 ou mais”.
Mesmo sem conseguir passar o hobby para os filhos, ele segue firme na missão de completar o álbum de 2026 sozinho. Frequentador assíduo dos pontos de troca, Alberto destacou a importância desses encontros. “Aqui eu troquei tudo ontem. Esses pontos ajudam bastante”.
Quem também vive a experiência é Susana Souza, que vê no álbum um clima especial que vai além do futebol. “Eu sempre tive o hábito de colecionar álbuns, mas o da Copa tem uma magia diferente porque acontece só de quatro em quatro anos”, afirmou.
Ela começou a colecionar em 2014, mas só conseguiu completar um álbum pela primeira vez em 2018. Agora, tenta repetir o feito em 2026. “Esse contato da gente vir a um lugar e ter essa troca com outras pessoas é bem interessante”.
Para Ruan Abdala, a tradição veio de casa. O jovem começou a colecionar em 2010, incentivado pelo pai. “Espero prolongar isso também. Copa é isso, só tem de quatro em quatro anos”, disse.
Apaixonado por futebol desde criança, Ruan acredita que conseguirá completar mais uma edição. “Completei os anteriores e espero completar também o de 2026 antes mesmo de começar a Copa”. A edição deste ano, no entanto, trouxe um desafio ainda maior: o aumento para 48 seleções. “É diferente. Tem um certo gasto, mas no final compensa”, brincou.
Em muitos casos, o álbum também virou ferramenta de aproximação familiar. Empresário, Artur Henrique revelou que passou a gostar das figurinhas por influência do filho, durante a Copa de 2022. “Minha paixão começou depois dele mesmo. Na Copa passada ele começou a colecionar e eu comecei a gostar também”, contou.
Na edição anterior, os dois chegaram a completar dois álbuns diferentes. Agora, a meta é terminar pelo menos um. “Além de ser o maior álbum, vem mais repetida também”, comentou, aos risos. Para ele, os encontros nos pontos de troca representam mais do que uma brincadeira. “É um momento em que a gente se aproxima mais também e fica junto”.
Advogado e colecionador “raiz”, Marcos Pimentel revive hoje ao lado do filho uma paixão que carrega desde a infância. “Além de ser empolgante, acaba desconectando eles das telas. A troca de figurinhas é sensacional”, afirmou. Segundo ele, a tradição familiar ganhou força desde a Copa de 2022 e segue firme nesta edição. “Não teve jeito. Agora virou tradição”.
Enquanto a bola ainda não rola nos gramados da Copa de 2026, Salvador já vive seu próprio Mundial nos corredores dos shoppings, com negociações acirradas, figurinhas brilhantes e histórias que unem gerações através da paixão pelo futebol.
Confira o vídeo:










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