O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado relator das ações que questionam a constitucionalidade da Lei da Dosimetria. Promulgada em 8 de março pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), esta norma permite a redução de penas para réus condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes já havia atuado como relator nas ações penais em que essas condenações foram proferidas.
Contestações e Argumentos Jurídicos
Até o momento, o STF recebeu ações protocoladas pela Federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Ambas as entidades contestam a decisão do Congresso de derrubar o veto presidencial à lei. Uma terceira federação, composta por PT, PCdoB e PV, também anunciou sua intenção de questionar a legislação na Corte.
Posicionamento da Federação PSOL-Rede
Para a federação PSOL-Rede, a redução das penas para crimes contra a democracia configura uma “gravidade institucional” que transcende interesses individuais. Em sua argumentação, as legendas afirmam que a matéria afeta diretamente a preservação da ordem democrática e a integridade das instituições republicanas, demandando uma intervenção cautelar imediata do Supremo Tribunal Federal.
Análise da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) sustenta que a lei “banaliza” os ataques ao Estado Democrático de Direito. A entidade argumenta que indivíduos que utilizam violência para abolir a democracia, através de golpes de Estado, devem ser punidos de forma mais severa pelo Direito Penal, dada a sua predisposição para agir sem restrições morais.
Argumentos da Federação PT, PCdoB e PV
A federação formada por PT, PCdoB e PV igualmente afirma que não há justificativa constitucional para o abrandamento de penas em crimes contra a democracia. Para os partidos, tais delitos constituem as ofensas mais graves ao ordenamento jurídico, pois atentam diretamente contra as bases do sistema constitucional vigente.
Tramitação Processual
Após sua designação como relator, o ministro Moraes concedeu um prazo de cinco dias para que a Presidência da República e o Congresso Nacional se manifestem sobre as ações. Posteriormente, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) serão consultadas. A decisão sobre a eventual suspensão da lei será proferida pelo ministro após a análise de todas as manifestações, não havendo um prazo definido para tal veredito.










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