Tecnologia ajuda na recuperação motora de crianças
O avanço da tecnologia está contribuindo para a reabilitação de crianças cada vez menores. O Íthan é o paciente mais jovem a vestir o exoesqueleto, equipamento que ajuda a ficar de pé, sustentar o corpo e andar.
O robô “encolheu” para alcançar crianças como o Ithan, de 2 anos, quase um bebê. Ele tem um irmão gêmeo, o Ian, mas o desenvolvimento deles têm sido diferente. A mãe conta que, por causa da falta de oxigênio no cérebro na hora do parto, Ithan tem paralisia cerebral.
“Eu levo ele no colo para o hospital. E no começo é a mesma sensação de vc carregar uma pessoa desmaiada porque ele fica todo molinho”, diz Richele dos Santos Cordeiro, mãe.
Já mudou muito. O Ithan faz reabilitação pelo sus na rede Lucy Montoro – e é o paciente mais jovem a vestir o exoesqueleto, uma “armadura” que ajuda a ficar de pé, sustentar o corpo e andar.
“O robô vai estimulando e fazendo com que ele faz o trocar de passos dos membros inferiores”, explica Patrícia Yuri Capucho, fisioterapeuta da Rede Lucy Montoro.
“Controle de tronco, está muito melhor. Cabeça”, comenta Richele dos Santos Cordeiro, mãe.
A tecnologia do exoesqueleto chegou há mais ou menos dois anos – e foi diminuindo de tamanho. O primeiro robô era só para adultos; depois veio um menor para crianças e adolescentes de até 1,60. Agora chegou esse menor ainda – é o que o Ithan estava usando – para crianças de 60 até 1,10m. É que as pesquisas mostram que quanto mais cedo o tratamento começar, maiores serão os ganhos no futuro.
“Eu evito que ela crie dificuldades ou sequelas. Então, eu estou dando para ela exatamente o que ela teria numa condição normal de desenvolvimento. O cérebro adquire esse movimento de forma absolutamente natural porque é o movimento da marcha”, diz Linamara Rizzo Battistella, professora titular de fisiatria da USP e idealizadora da iniciativa.
A Natália, de 14 anos, perdeu os movimentos há dois anos, por causa de uma doença que afeta o sistema nervoso central. Ela está na terceira sessão com o exoesqueleto e já percebe avanços.
“Aprendi a fazer o movimento certo, agora eu faço o movimento certinho quando eu vou andar sozinha”, comenta Natalia Ibelli.
Na hora de ir embora, o Ithan, sozinho, dobrou o joelho e tentou dar uns passinhos…
“Agora para a gente o que não falta é esperança. A gente sabe que lá na frente ele vai está andando, jogando basquete”, afirma Gabriel Augusto Camargo Oliveira, pai.
“Eu tenho muita esperança, muita fé”, afirma a mãe.
Esperança de ver os filhos caminhando juntos pela vida.
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