A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em colaboração com a Amcham Brasil e a U.S. Chamber of Commerce, enviou uma carta conjunta a autoridades governamentais de ambos os países. O documento solicita uma agenda de negociação estruturada, com foco principal em salvaguardar a estratégica relação comercial bilateral e evitar a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, um ponto crucial em meio à investigação sob a Seção 301 da legislação americana.
Iniciativa Diplomática e Econômica Conjunta
Esta manifestação do setor privado ocorre após o fortalecimento do diálogo bilateral, incluindo um encontro presidencial prévio. A carta foi endereçada a figuras-chave como os ministros brasileiros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), bem como aos representantes americanos Jamieson Greer (Comércio) e Marco Rubio (Secretário de Estado). O intuito é ressaltar a importância da cooperação diplomática para a estabilidade e o crescimento econômico entre as nações.
Estratégia de Negociação em Duas Fases para o Comércio
A proposta elaborada pelas entidades empresariais divide as negociações em duas etapas: uma focada em ações de curto prazo e outra em medidas de longo prazo. A prioridade imediata é a busca por uma resolução para a investigação da Seção 301 que efetivamente impeça a imposição de novas tarifas sobre as exportações brasileiras, visando preservar a competitividade e o acesso dos produtos nacionais ao mercado estadunidense.
Temas Essenciais para Fortalecer o Intercâmbio Comercial
As entidades sugerem concentrar os esforços em áreas de alto impacto para o desenvolvimento econômico e a harmonização dos mercados. Isso inclui ampliar o acesso a mercados para insumos industriais, bens de capital e produtos voltados à segurança energética, desenvolvimento de data centers e infraestrutura de inteligência artificial. Destaca-se também a cooperação regulatória em setores como automotivo, farmacêutico, saúde animal e dispositivos médicos. Outros pontos cruciais englobam o apoio à extensão da moratória da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a isenção de imposto de importação para transmissões eletrônicas, a otimização no exame de patentes (especialmente em saúde e biofarmacêutico) e o combate à pirataria. O avanço na cooperação sobre minerais críticos, com mapeamento conjunto e investimentos, e a implementação integral do Protocolo Anticorrupção do Acordo de Cooperação Econômica e Comercial (ATEC) são igualmente prioritários.









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