O primeiro trimestre deste ano registrou um marco significativo no rendimento médio mensal do trabalhador, com o Distrito Federal e outros 15 estados alcançando valores recordes. Este avanço reflete a média nacional, que também atingiu seu maior patamar desde 2012, chegando a R$ 3.722.
Os dados são provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento abrange o mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais, considerando diversas formas de ocupação, incluindo trabalho formal, informal, temporário e por conta própria.
No Distrito Federal, o rendimento médio do trabalhador destacou-se com R$ 6.720, valor 81% superior à média nacional. Esta cifra representa o triplo do Maranhão (R$ 2.240), que, apesar de ser o menor do país, também marcou um recorde para o estado. A alta remuneração no DF é atribuída, em grande parte, ao elevado contingente de servidores públicos na capital federal.
Unidades da Federação com Rendimento Recorde
As unidades da federação que registraram rendimento recorde do trabalhador incluem: Distrito Federal (R$ 6.720), Santa Catarina (R$ 4.298), Paraná (R$ 4.180), Rio Grande do Sul (R$ 4.127), Goiás (R$ 3.878), Mato Grosso do Sul (R$ 3.768), Espírito Santo (R$ 3.708), Minas Gerais (R$ 3.448), Amapá (R$ 3.412), Sergipe (R$ 3.031), Rio Grande do Norte (R$ 2.953), Paraíba (R$ 2.806), Piauí (R$ 2.628), Ceará (R$ 2.597), Bahia (R$ 2.483) e Maranhão (R$ 2.240).
Rendimento Médio por Região
Três das cinco regiões brasileiras também alcançaram rendimento médio mensal recorde no primeiro trimestre: Centro-Oeste com R$ 4.379, Sul com R$ 4.193 e Nordeste com R$ 2.616. As regiões Sudeste (R$ 4.125) e Norte (R$ 2.849) completam o panorama nacional.
Taxa de Desocupação no Brasil
A taxa de desocupação no país, popularmente conhecida como taxa de desemprego, situou-se em 6,1% no primeiro trimestre, marcando o menor índice para o período em toda a série histórica do IBGE. Para ser considerada desocupada, a pessoa deve ter procurado ativamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa, que envolveu 211 mil domicílios.
O levantamento do IBGE revelou que 12 estados apresentaram taxas de desemprego abaixo da média nacional, com Santa Catarina se destacando como a única unidade da federação com índice inferior a 3%.
Desocupação Detalhada por UF
As taxas de desocupação por UF no primeiro trimestre foram: Amapá (10%), Bahia (9,2%), Alagoas (9,2%), Pernambuco (9,2%), Piauí (8,9%), Sergipe (8,6%), Amazonas (8,3%), Acre (8,2%), Rio Grande do Norte (7,6%), Rio de Janeiro (7,3%), Ceará (7,3%), Distrito Federal (7,1%), Paraíba (7%), Pará (7%), Maranhão (6,9%), Brasil (6,1%), São Paulo (6%), Roraima (5,7%), Tocantins (5,6%), Goiás (5,1%), Minas Gerais (5%), Rio Grande do Sul (4%), Mato Grosso do Sul (3,8%), Rondônia (3,7%), Paraná (3,5%), Espírito Santo (3,2%), Mato Grosso (3,1%) e Santa Catarina (2,7%).








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