A Avenida Paulista foi palco de uma explosão de cores e vibração na 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+, um marco de três décadas de existência. O evento atraiu milhares de pessoas, que se divertiram em meio a fantasias e interações com diversas drag queens, mesmo antes dos trios elétricos iniciarem suas apresentações.
Representatividade e Resistência em Destaque
Entre as personagens mais requisitadas para fotos estava a DragZonna, que ressaltou a Parada como uma representação vital. Segundo ela, o evento é uma forma de expressar resistência, força criativa e o desejo por alegria, diante das constantes ameaças aos direitos da comunidade. A drag queen enfatizou a importância de escolher representantes políticos que defendam esses direitos no Congresso e no governo.
Outra figura popular foi a cachorra Mel Radical, que, vestida de forma colorida, acompanhava sua dona, a recepcionista Rafaela Fernandes, de 33 anos. Rafaela, que leva Mel à Parada desde 2019, explica que a presença do animal simboliza amor e respeito, independentemente de sexo ou religião, e reforçou a necessidade de um voto consciente para proteger a comunidade LGBTQIA+.
Artistas e o Apelo Cívico na Celebração
O evento contou com 14 trios elétricos, trazendo performances de grandes nomes como Pabllo Vittar, Urias, Gloria Groove, Pepita, e a presença da ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Mello. A Parada teve seu início na Avenida Paulista e seguiu em caminhada até a Praça da República, marcando um trajeto de festa e conscientização.
Um dos pontos altos da Parada foi a instalação de uma imensa urna, apelidada de Votinho, que se destacou na Avenida Paulista. A urna tinha como objetivo alertar sobre a importância do voto, alinhando-se ao tema deste ano: '30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma'.
Vozes da Luta e do Engajamento Político
Os participantes do evento não apenas exibiram as cores do arco-íris, símbolo do movimento, mas também as da bandeira brasileira, reforçando o voto como ferramenta essencial para as lutas LGBT+.
O Simbolismo do Voto na Parada
Wesley Araújo, assistente jurídico de 29 anos, vestiu-se com terno e faixa presidencial, declarando à Agência Brasil que a indumentária simbolizava a capacidade da comunidade de alcançar posições de liderança. Ele ressaltou a importância de eleger não apenas o presidente, mas também deputados e vereadores, para garantir uma representação efetiva e mostrar a existência e resistência do movimento.
Maurício José de Santana, cuidador de idosos de 61 anos, compareceu à Avenida Paulista com a bandeira e o uniforme da seleção brasileira de futebol. Ele explicou que sua presença visava dar visibilidade à militância LGBTQIA+ no esporte, mas também expressou grande preocupação com os resultados das próximas eleições. Santana alertou que, dependendo do cenário político, a Parada poderia ser a última, enfatizando a necessidade de um voto consciente para proteger os direitos conquistados ao longo de 30 anos de luta.









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