O Instituto Inhotim, reconhecido como o maior museu a céu aberto da América Latina, localizado em Brumadinho (MG), anuncia um cronograma de celebrações para seu 20º aniversário, com destaque para a inauguração de três novas atrações no segundo semestre de 2026. Essas novidades enriquecem o acervo que já reúne trabalhos de mais de 50 artistas de 18 países, em meio a uma exuberante coleção botânica.
Programação de Aniversário e Retornos Notáveis
Em setembro, as comemorações terão início com uma exposição especial instalada no Centro de Educação e Cultura Burle Marx. Esta mostra imersiva fará um resgate histórico da trajetória do instituto, revisitando seus marcos e prestando homenagem ao fundador, o empresário mineiro Bernardo Paz.
Destaques de Outubro
Outubro será um mês de importantes renovações e retornos. A Galeria Cildo Meireles passará por uma renovação arquitetônica e incorporará uma nova obra do artista: "Missão/Missões (Como construir catedrais)". A galeria já abriga instalações icônicas como "Desvio para o vermelho", "Glove Trotter" e "Através". Além disso, a aclamada instalação sonora "The Murder of Crows", dos artistas canadenses Janet Cardiff e George Bures Miller, fará seu retorno ao museu. Com 98 alto-falantes, a obra proporciona uma experiência sensorial profunda, misturando realidade e sonho.
As celebrações dos 20 anos foram abertas em abril com a inauguração de outras três obras significativas: "Contraplano", de Lais Myrrha; "Dupla Cura", de Dalton Paula; e "Tororama", de Davi de Jesus Nascimento.
Inhotim: Visão Histórica e Compromisso ESG
Paula Azevedo, diretora-presidente do Inhotim, enfatiza que o instituto nasceu do sonho de seu fundador, Bernardo Paz, e que a exposição comemorativa é um reconhecimento do passado para a construção do futuro. Ela ressalta que o Inhotim sempre teve em seu DNA uma forte ligação entre arte, natureza e educação, alinhando-se, desde sua concepção, às pautas ESG (Environmental, Social, and Governance), muito antes de se tornarem um tema global.
Com 140 hectares de área visitável e mais de 800 obras em exposição, o instituto foca na manutenção e revitalização de suas edificações existentes. Até 2030, a estratégia é revisitar e aprimorar os pavilhões já existentes, como o da Claudia Andujar e o de Cildo Meireles, em vez de construir novas galerias, diante do desafio de manutenção do vasto complexo.
A Arte como Ferramenta de Transformação
A educadora física Karine dos Santos Reis, do Rio de Janeiro, compartilhou sua experiência transformadora em Inhotim, destacando as instalações "Lama Lâmina" e "Sonic Pavillion" como as mais impactantes. "A arte desengessa o teu pensamento. Você chega com uma ideia e sai com outra. Está sendo uma experiência transformadora", avaliou.
A obra a céu aberto "Lama Lâmina", do artista norte-americano Matthew Barney, é composta por dois gomos geodésicos em aço e vidro, que abrigam um trator sustentando uma árvore esculpida em polietileno. A peça faz referência às divindades Ossanha e Ogum do candomblé, refletindo o engajamento do artista com causas ambientais. Já o "Sonic Pavillion", do também norte-americano Doug Aitken, é uma instalação que capta os rumores da terra através de microfones ultrassensíveis em um poço tubular de 202 metros de profundidade, registrando os ecos das movimentações do solo.









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