O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de analfabetismo da série histórica iniciada em 2016, alcançando 4,9% da população com 15 anos ou mais de idade, o que representa 8,4 milhões de pessoas. Em comparação com 2024, houve uma redução de 0,4 ponto percentual (p.p.) na taxa nacional, equivalente a cerca de 592 mil pessoas a menos em situação de analfabetismo. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação (PNAD Educação 2025), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a Região Nordeste concentra a maior parte dos analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas, correspondendo a 57,4% do total nacional.
Perfil do Analfabetismo por Idade e Raça
O analfabetismo manifesta-se de forma mais acentuada entre a população mais idosa. Em 2025, 4,8 milhões de pessoas com 60 anos ou mais eram analfabetas, representando 14,9% desse grupo etário e correspondendo a 58% do total de analfabetos no Brasil. A análise por raça ou cor nesse mesmo grupo etário revela uma persistente desigualdade: a taxa de analfabetismo entre pretos ou pardos (20,6%) foi quase três vezes superior à de brancos (7,3%).
Ao considerar diferentes faixas etárias, os percentuais de analfabetismo mostram uma diminuição progressiva em grupos mais jovens. A taxa foi de 8,3% para pessoas com 40 anos ou mais, 5,8% para as com 25 anos ou mais, e 4,9% para a população geral com 15 anos ou mais. Para o grupo de 15 a 59 anos, a taxa foi de 2,6%, sugerindo um maior acesso à escolarização nas novas gerações. Esta diferença acentuada entre os grupos etários ressalta a importância de políticas educacionais focadas tanto na permanência escolar de crianças e jovens quanto na alfabetização de adultos e idosos.
Desigualdades de Gênero e Raça/Cor na Educação
Analfabetismo por Gênero
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres com 15 anos ou mais foi de 4,6%, enquanto entre os homens atingiu 5,2%. Ambos os sexos apresentaram uma redução de 0,4 p.p. em relação a 2024. No grupo com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo feminino, historicamente superior, passou a ser menor (13,7% para mulheres contra 14,1% para homens), indicando avanços na escolarização feminina ao longo das gerações e uma reversão das desigualdades educacionais do passado.
Escolarização Básica Concluída
A conclusão da educação básica obrigatória também revela disparidades. Em 2025, 59,4% das mulheres com 25 anos ou mais haviam completado esse ciclo, em comparação com 55,2% dos homens. Ambos os grupos apresentaram crescimento em relação ao ano anterior. Na análise por cor ou raça, 64,9% das pessoas brancas haviam concluído a educação básica, contra 51,3% das pessoas pretas ou pardas, uma diferença de 13,6 p.p. Embora essa diferença tenha diminuído 2,8 p.p. desde 2016, ela se mantém significativa, refletindo desigualdades persistentes no acesso à educação.
Desafios na Educação Infantil e Abandono Escolar
Acesso e Não Frequência à Creche
No que diz respeito à educação infantil, a opção dos pais ou responsáveis foi o principal motivo para a não frequência à creche em 2025, afetando 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% das crianças de 2 a 3 anos. O segundo motivo mais citado foi a ausência de escola/creche na localidade, falta de vaga ou não aceitação da matrícula por idade, representando 28,1% para o grupo de 0 a 1 ano e 33,4% para o de 2 a 3 anos.
Abandono do Ensino Médio
Em 2025, 7,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não haviam completado o ensino médio, seja por abandono ou por nunca tê-lo frequentado. Desse total, 59,8% eram homens e 40,2% eram mulheres. A distribuição por cor ou raça mostra que 26,4% eram brancos e 72,8% eram pretos ou pardos. A principal razão apontada para o abandono escolar ou a não frequência foi a necessidade de trabalhar, citada por 43% dos jovens. A falta de interesse em estudar foi o segundo motivo mais frequente, atingindo 25,6% dos casos e indicando uma reversão da tendência de queda observada a partir de 2024.









/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/j/J/i0HrWcSl61N0tj6wcBBA/saladeaulaucdb.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/V/B/2OmihQTcOHubBCxS325g/adobestock-553351563.jpeg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/y/p/O01qPhT9qzXrQnFyMZ2Q/pexels-pixabay-261895.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/P/1/2SNLYlTKWCQ48vKTnVHA/afp-20260617-b7cw77h-v1-highres-franceg7politicsdiplomacy.jpg)





/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/9/y/zJYjtiTBKpd5X59LEOMA/img-7041.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/n/v/6V1i4fThyL23NA0g43jQ/captura-de-tela-2025-11-01-203822.png)





