A Academia Brasileira de Letras (ABL) anunciou Cristóvão Tezza como o vencedor do Prêmio Machado de Assis, sua mais alta honraria. Concedido desde 1941, o prêmio reconhece a totalidade da obra de um autor, destacando Tezza em um rol que já incluiu nomes como Adélia Prado, Ruy Castro e Rubem Fonseca.
A cerimônia de entrega está agendada para 23 de julho, durante as comemorações dos 129 anos da ABL. Além do reconhecimento, o escritor receberá uma quantia de R$ 100 mil, um patrocínio da Light.
A Vasta Obra de Cristóvão Tezza
Entre a produção literária de Tezza, a ABL ressalta romances como <i>Trapo</i> (1988), <i>A Suavidade do Vento</i> (1991), <i>Juliano Pavollini</i> (1992), <i>O Fotógrafo</i> (2004), <i>O Professor</i> (2014), <i>A Tirania do Amor</i> (2018) e <i>A Tensão Superficial do Tempo</i> (2020).
Sua contribuição se estende a contos, antologias de crônicas, sua autobiografia literária <i>O espírito da Prosa</i> (2012), o livro de poemas <i>Eu, Prosador, me Confesso</i> (2017) e a coletânea de ensaios <i>Literatura à Margem</i> (2018). Na área acadêmica, publicou <i>Entre a Prosa e a Poesia – Bakhtin e o Formalismo Russo</i> (2002) e <i>Leituras – Resenhas & Ensaios</i> (2014).
O Impacto de "O Filho Eterno"
Considerado o maior sucesso de Tezza, o romance <i>O Filho Eterno</i> foi adaptado para o cinema por Paulo Machline e para o teatro, com direção de Daniel Herz no Brasil e na Argentina, e texto adaptado por Bruno Lara Rezende.
A obra explora a jornada de um pai diante do diagnóstico de síndrome de Down de seu filho, abordando desde a rejeição inicial até a construção de uma relação de cuidado e amor. O livro, baseado na vivência pessoal do autor, foi agraciado com múltiplos prêmios, incluindo o Jabuti, Portugal-Telecom (atual Oceanos), Zaffari-Bourbon, Bravo!, APCA e São Paulo de Literatura.
Outras Premiações Anunciadas pela ABL
Além do Prêmio Machado de Assis, a ABL divulgou outros laureados. A Medalha Joaquim Nabuco foi para Maria Amélia Mello e Firjan, enquanto a Medalha Rachel de Queiroz foi concedida a Rogerio Faria Tavares e Gilberto Schwartsmann. A Medalha João Ribeiro homenageou Heloisa Starling, e a Medalha Francisco Alves foi para Petronilha Gonçalves e Silva.
A escritora, roteirista e jornalista Eliana Alves Cruz, apresentadora do programa Trilha de Letras da TV Brasil, já havia sido anunciada como vencedora do Prêmio Guimarães Rosa por seu romance <i>Meridianas</i>, reconhecido como o Melhor Livro de Ficção de 2025.










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