Ainda tentando assimilar a campanha frustrante na Copa do Mundo de 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) começou a planejar o próximo ciclo da Seleção Brasileira. Em reunião realizada na tarde da última terça-feira (14), na sede da entidade, no Rio de Janeiro, a diretoria definiu as duas principais metas da equipe até 2030: conquistar a Copa América de 2028 e terminar as Eliminiatórias Sul-Americanas na liderança.
O encontro reuniu o presidente da CBF, Samir Xaud, dirigentes da entidade e presidentes das federações estaduais. Representando a Seleção Brasileira masculina, o diretor de seleções Rodrigo Caetano apresentou um balanço do trabalho desenvolvido desde a chegada do técnico Carlo Ancelotti e detalhu o planejamento para os próximos quatro anos.
Em nota oficial, a Confederação resumiu os objetivos traçados para o novo ciclo. “No caminho para 2030, dois grandes objetivos foram traçados: vencer a Copa América de 2028 e as Eliminatórias para a Copa do Mundo”, informou a CBF.
Carlo Ancelotti não participou da reunião. O treinador está de férias no Canadá após o encerramento da participação brasileira no Mundial.
Segundo a CBF, Rodrigo Caetano apresentou aos dirigentes um relatório sobre os 13 mesrs de preparação da Seleção para a Copa do Mundo, período que compreendeu desde a chegada de Ancelotti ao comando técnico até a disputa da competição nos Estados Unidos, México e Canadá.
O encontro aconteceu poucos dias depois da eliminação brasileira nas oitavas de final para a Noruega, resultado que encerrou uma campanha abaixo das expectativas. O Brasil terminou o Mundial na 11ª colocação, seu pior desempenho em Copas desde 1990 e a segunda pior campanha da história na competição.
Além da avaliação do trabalho realizado até a Copa, a reunião marcou o início oficial do planejamento para o próximo ciclo. A ideia da CBF é reconstruir o caminho da Seleção a partir das competições continentais, estabelecendo a Copa América de 2028 como primeiro grande objetivo esportivo no ciclo.
A conquista da Copa América é vista internamente como um passo importante para devolver a confiança à equipe após a campanha decepcionante no Mundial. Já o desempenho nas Eliminatórias servirá como termômetro para medir a evolução do trabalho comandado por Carlo Ancelotti ao logo dos próximos anos.










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