O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inaugurou em Pequim, na China, a Adidância Tributária e Aduaneira do Brasil. Esta é a quinta representação do tipo mantida pelo país no exterior e busca facilitar o comércio bilateral, desburocratizar processos e ampliar a cooperação fiscal entre as duas nações.
Importância Estratégica e Vínculo com a Receita Federal
A nova unidade, vinculada à Receita Federal e inaugurada no último dia da viagem oficial de Durigan à China, funcionará como um canal técnico direto com as autoridades chinesas. Seu objetivo principal é aprimorar a previsibilidade das operações comerciais, oferecer suporte às empresas brasileiras e fortalecer as ações contra irregularidades no comércio internacional. Ela será ocupada por um auditor-fiscal com atuação técnica, diplomática e estratégica, sem poder decisório sobre processos tributários ou aduaneiros.
A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, com um intercâmbio anual que ultrapassa US$ 150 bilhões. Produtos como soja, minério de ferro e petróleo representam uma parcela significativa deste volume, destacando a relevância da relação bilateral para a economia brasileira.
Mecanismos de Atuação e Benefícios para Empresas
Na prática, o representante brasileiro na adidância atuará na interlocução com órgãos chineses responsáveis por tributos e alfândega. Suas funções incluem a resolução de problemas operacionais, a busca por aproximação das legislações e a aceleração dos procedimentos de importação e exportação. Essa presença permanente no país asiático deve, segundo o governo, auxiliar empresas brasileiras a melhor compreender as regras locais, otimizar custos logísticos e agilizar a liberação de mercadorias.
Fortalecimento da Cooperação Fiscal e Combate a Ilícitos
A atuação da adidância baseia-se em acordos preexistentes entre Brasil e China, incluindo instrumentos para evitar dupla tributação e expandir a assistência mútua em assuntos aduaneiros. Mecanismos de cooperação com a Administração Tributária Estatal da China e a Administração Geral de Aduanas chinesa preveem o intercâmbio de informações, a integração digital de processos e a troca de especialistas. Esta aproximação permitirá maior eficiência no combate à evasão fiscal, ao contrabando e a outras práticas ilícitas que afetam o comércio bilateral e internacional.
Perspectivas de Investimento e Expansão Global
Além da agenda comercial, a missão brasileira na China visa apresentar oportunidades de investimento em áreas como transformação ecológica e inovação. O Ministério da Fazenda está promovendo ações do programa Eco Invest Brasil, focado na atração de capital estrangeiro para projetos sustentáveis em setores como energia limpa, minerais estratégicos, inteligência artificial, baterias e descarbonização industrial. Após a China, a iniciativa se estenderá a Japão e Coreia do Sul, países considerados estratégicos por sua capacidade tecnológica e financeira.
Com a abertura do posto em Pequim, o Brasil expande sua rede de adidâncias tributárias e aduaneiras, que já inclui representações em Washington (Estados Unidos), Buenos Aires (Argentina), Assunção (Paraguai) e Montevidéu (Uruguai).











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