As mensalidades dos cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior apresentaram uma redução em 2026, comparadas a 2025. Um estudo divulgado no Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, no Rio de Janeiro, revelou uma queda geral de 4,3% para as graduações presenciais e de 1,8% para os cursos a distância (EAD). O levantamento, intitulado “Cenário de Precificação da Graduação – Brasil 2026”, foi realizado pela Hoper Educação em parceria com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), considerando os valores efetivamente praticados, incluindo descontos.
Em 2026, a mediana nacional das mensalidades presenciais alcançou R$ 835, enquanto a da educação a distância ficou em R$ 214. Esses valores representam uma diminuição em relação a 2025, quando as medianas eram de R$ 873 e R$ 218, respectivamente. Historicamente, os maiores valores medianos foram registrados em 2015 para cursos presenciais (R$ 1.278) e em 2013 para EAD (R$ 524).
Análise por Curso e Dinâmica de Mercado
As engenharias presenciais destacam-se entre os cursos com perdas reais mais expressivas, com a mediana caindo de R$ 1.743 em 2016 para R$ 967 em 2026. Essa retração reflete a diminuição da demanda, a ampliação da oferta, a pressão competitiva e a migração de modalidades. Em contrapartida, Medicina mantém-se como o curso de graduação com a mensalidade de maior valor no Brasil, com uma mediana de R$ 11,4 mil nas instituições privadas em 2026.
A redução das mensalidades indica um aumento da pressão competitiva sobre as instituições privadas e uma maior sensibilidade dos estudantes ao custo-benefício. O mercado exige que as instituições demonstrem valor acadêmico, experiência, empregabilidade, reputação e confiança, além de um preço competitivo. Conforme o estudo, o aluno não apenas questiona o custo, mas a validade do investimento.
Reformulação e Impacto na Educação a Distância (EAD)
A EAD passou por uma significativa reformulação nos últimos anos no Brasil, impulsionada pelo crescimento expressivo e preocupações com a qualidade. O Ministério da Educação (MEC) chegou a suspender processos de autorização de cursos e credenciamento de instituições à distância. Em 2025, novas regras foram implementadas para a oferta EAD no ensino superior, visando garantir a qualidade. Uma das mudanças proíbe que cursos de bacharelado, licenciatura e tecnologia sejam 100% a distância.
O estudo aponta que essa mudança regulatória ainda não foi totalmente precificada pelo mercado. Parte dos cursos migrados para modelos semipresenciais opera com valores próximos aos da EAD de 2025, embora a modalidade exija maior estrutura, presencialidade e custos de entrega.
Cenário Atual do Ensino Superior Brasileiro
No Brasil, o setor privado concentra a maior parte das matrículas no ensino superior. Dados do Censo da Educação Superior de 2024 mostram 8,2 milhões de estudantes na graduação privada, representando quase 80% do total de 10,2 milhões de matriculados. O ensino a distância, considerando instituições públicas e privadas, superou o presencial, com 5,2 milhões de estudantes em EAD contra 5 milhões em cursos presenciais.








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