O Brasil registra um expressivo número de <b>4,5 milhões de empreendedores</b> na chamada <b>Economia Prateada</b>, um segmento que engloba indivíduos com mais de 60 anos. Esse contingente demonstrou um crescimento notável de 58,6% na última década, conforme dados do Sebrae Nacional. A instituição tem sido pioneira no desenvolvimento de programas dedicados ao empreendedorismo sênior, visando apoiar este público que busca investir em negócios próprios.
O programa 'Empreendedorismo Sênior 60+' do Sebrae atendeu 869 mil pessoas em 2023, com a meta de alcançar 1 milhão até 2026. Gilvany Isaac, gestora nacional do programa, descreve essa expansão como uma 'onda forte', impulsionada pelo desejo da Geração Prateada de permanecer ativa e engajada.
Propósito e Engajamento da Geração Sênior
Gilvany Isaac observa que muitos empreendedores sêniores buscam um propósito alinhado às suas experiências de vida e à resolução de problemas comunitários. Há uma forte inclinação para o trabalho com saberes tradicionais e vocações locais, manifestado em artesanato, cultivo de sementes e ervas medicinais. Um exemplo notável é a produção de artesanato com redes de pesca por mulheres em comunidades do Sul do país.
Os setores de maior interesse para este público incluem turismo, comércio e serviços. O Sebrae oferece mentorias, consultorias, cursos e atendimentos individuais gratuitos, que acompanham o empreendedor desde o planejamento até a execução. A alta participação e o baixo índice de desistência demonstram a eficácia de projetos adaptados às necessidades dos empreendedores maduros, permitindo-lhes desfrutar da vida sem dedicar todo o tempo ao negócio.
Impacto Demográfico e Desafios no Mercado de Trabalho
O avanço do empreendedorismo 60+ está intrinsecamente ligado às transformações demográficas e, consequentemente, ao mercado de trabalho. A expectativa de vida no Brasil aumentou significativamente, passando de 62,6 anos em 1980 para 76,4 anos em 2023. Atualmente, a Geração Prateada representa um quinto da População em Idade Ativa (PIA) do país.
Estados como Rio de Janeiro (24,1%), Rio Grande do Sul (23,7%) e São Paulo (21,7%) apresentam as maiores proporções de idosos na PIA. Janaína Feijó, pesquisadora do Ibre/FGV, destaca que, contrariando estereótipos, a Geração Prateada se caracteriza por um perfil mais saudável, engajado e ativo economicamente. Ela identifica dois perfis principais: aqueles que trabalham por necessidade financeira e os que buscam manter-se ativos e conectados profissionalmente.
Combatendo o Etarismo e Impulsionando o Crescimento
O etarismo, a discriminação por idade, emerge como um dos principais obstáculos para a permanência dos 60+ no mercado de trabalho. A pesquisadora Janaína Feijó enfatiza a urgência de combater esse preconceito na sociedade e nas empresas. Ignorar a mão de obra sênior, em um cenário de envelhecimento populacional e escassez de jovens para repor a força de trabalho, prejudica diretamente o crescimento econômico do Brasil.
Nesse contexto, o empreendedorismo surge como uma alternativa viável para aposentados que desejam continuar ativos. A formalização do negócio é crucial para garantir segurança e evitar vulnerabilidades, permitindo que a Geração Prateada contribua plenamente para a economia e a sociedade.







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