
A 8ª Câmara Recursal da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) anulou a decisão que suspendia o exercício da advocacia de Deolane Bezerra no estado. A medida foi divulgada nesta segunda-feira (26) e ocorreu após a defesa da advogada apresentar um recurso apontando irregularidades no procedimento conduzido pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da entidade.
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A suspensão havia sido determinada em 24 de junho. Segundo a decisão da Câmara Recursal, foram identificadas falhas na medida aplicada pelo órgão. A anulação ainda precisa ser efetivada nos registros profissionais.
Até o momento, a inscrição de Deolane continua aparecendo como suspensa no Cadastro Nacional dos Advogados (CNA).
Deolane está presa preventivamente desde 22 de maio, sob suspeita de envolvimento em crimes relacionados à lavagem de dinheiro, associação criminosa e tráfico de drogas. As investigações apuram possíveis vínculos financeiros com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Atualmente, a advogada está detida no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
Entenda a investigação
As apurações tiveram início em 2019, após policiais penais apreenderem bilhetes que circulavam entre detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. Os manuscritos continham informações sobre a estrutura interna do PCC, a atuação de lideranças da organização criminosa e possíveis planos de ataques contra agentes públicos.
Durante a análise do material, os investigadores identificaram referências a uma mulher que teria levantado endereços de servidores públicos para auxiliar no planejamento das ações. A apuração levou a uma empresa de transporte, dando origem a uma nova etapa da investigação.
Em 2021, foi deflagrada a Operação Lado a Lado, que investigou o possível uso da transportadora para movimentações financeiras ligadas ao PCC. As autoridades também apuraram transações consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada pela empresa.
Durante a operação, um celular foi apreendido com indícios de repasses financeiros a Deolane, além de informações sobre possíveis vínculos da advogada com um dos gestores apontados como fictícios na estrutura da transportadora.
Fonte: O Liberal











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