O Bahia entrou no G-4 do Campeonato Brasileiro, mas Rogério Ceni sabe que a posição conquistada após a vitória por 2 a 1 sobre o Remo, na segunda-feira (14), na Arena Fonte Nova, está longe de garantir qualquer coisa. Com 46 pontos, o Tricolor assumiu a quarta colocação e manteve a invencibilidade desde o retorno da Copa do Mundo, mas terá uma sequência difícil pela frente.
Após o triunfo, o treinador projetou uma reta final marcada pelo equilíbrio e acredita que a definição das vagas para as competições continentais acontecerá ponto a ponto.
“Vai ser disputado ponto a ponto o campeonato até o final. Eu acho que nós temos uma sequência bem pesada, bem difícil, mas temos que aproveitar o momento, a confiança que foi adquirida depois de vencer o clássico e tentar dar sequência”, afirmou Ceni.
O técnico também destacou o equilíbrio da parte de cima e de baixo da classificação. Para ele, a diferença entre as equipes fará com que cada rodada tenha um peso importante na definição dos classificados para a Libertadores, da distribuição das vagas na Sul-Americana e da luta contra o rebaixamento.
“Vai ficar por um ponto quem vai para uma Libertadores, quem vai para uma pré, quem vai ficar como primeiro primeira vaga de Sul-Americana, quem vai disputar a última vaga de Sul-Americana, vaga de rebaixamento, é tudo muito incrível. O futebol brasileiro é tudo muito equilibrado”, analisou.
Apesar de já pensar na sequência, Ceni afirmou que não trabalha com projeções de longo prazo. O treinador prefere concentrar a atenção no próximo compromisso, contra o Athletico-PR, domingo (20), às 19h30, na Arena da Baixada.
“Nós estamos tentando fazer o nosso melhor jogo a jogo. Eu nem faço projeção futura para mim. A única projeção que eu tenho são os jogadores que não podem jogar por cartão e vou ver o que posso fazer nesse sentido, mas minha projeção é o jogo com a contra Athlético. Eu acho que é uma final. Nós sabemos da importância do jogo, mas que é um jogo difícil, é inegável eu jogar contra o Athlético. Lá, o Athlético tem um bom aproveitamento em casa. Nós temos um bom aproveitamento fora. Vamos tentar fazer um jogo que que seja minimamente equilibrado para a gente tentar vencer mais uma partida”, disse.
O Bahia chegará ao confronto embalado por uma sequência de seis vitórias e cinco empates nos últimos 11 jogos, segundo Ceni. Ao mesmo tempo, o treinador reconhece que o calendário ficará ainda mais complicado: depois do Athletico-PR, o Tricolor terá Palmeiras, Mirassol e Flamengo pela frente.
“Agora vem uma sequência bem pesada. Athlético Paranaense fora com Palmeiras, fora Mirassol que é um time que as pessoas não dão tanto valor, mas você vê o Mirassol jogando […] e depois o Flamengo, né? Então é uma sequência difícil, pesada”, avaliou.
Ceni também fez uma avaliação do desempenho diante do Remo. O treinador considerou o primeiro tempo do Bahia muito forte, principalmente a capacidade de criação e pela melhora na marcação das transições ofensivas do adversário. Para ele, o problema apareceu na reta final. O Tricolor criou oportunidades para ampliar mas demorou a transformar a superioridade em um segundo gol e acabou permitindo que o Remo voltasse para o jogo.
“Tivemos novamente várias oportunidades para fazer o gol, demoramos demais para fazer o 2 a 0, o que propiciou ao Remo as oportunidades que ele teve na segunda etapa”, explicou.
O técnico ainda destacou a mudança no sistema de marcação e o espírito competitivo apresentado pelo elenco nas últimas partidas. Na visão de Ceni, essa capacidade de competir será determinante para que o Bahia consiga sustentar a campanha na reta final.
“Não mudamos o espírito de competição que o time encampou. Acho que, especialmente do jogo do Vitória em diante, o time conseguiu competir cada vez mais. É o que hoje em dia no futebol brasileiro é necessário”, afirmou.
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