O Orçamento de 2026 enfrentará um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões em gastos não obrigatórios, conforme anunciado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento. Este valor, detalhado no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas enviado ao Congresso, eleva o montante total de recursos bloqueados para R$ 23,7 bilhões em 2026. A medida visa assegurar o cumprimento do limite de gastos estabelecido pelo arcabouço fiscal, que permite um crescimento das despesas de até 2,5% acima da inflação para o ano.
Motivação do Bloqueio Orçamentário
O bloqueio foi necessário para viabilizar a abertura de crédito e acomodar o crescimento de despesas obrigatórias. As estimativas revisadas indicam um aumento de R$ 14,1 bilhões para o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de R$ 11,5 bilhões para os benefícios previdenciários. Outras despesas obrigatórias também registraram um acréscimo de RR$ 300 milhões. Em contraste, houve uma redução de R$ 3,8 bilhões nas despesas com pessoal e encargos sociais.
Análise do Superávit Primário e Cenário Fiscal
Pela segunda vez consecutiva, o relatório não apontou a necessidade de contingenciamento de recursos para alcançar a meta de resultado primário, que representa o saldo das contas do governo antes do pagamento da dívida pública. A projeção de superávit primário para este ano foi revista positivamente, passando de R$ 3,5 bilhões para R$ 4,1 bilhões. Esse resultado é atribuído ao bloqueio dos R$ 22,1 bilhões no Orçamento e à dedução de R$ 1 bilhão em gastos com saúde, educação e defesa da meta de resultado primário.
É importante notar que essa projeção desconsidera o pagamento de precatórios (dívidas da União com sentença judicial definitiva), cuja inclusão eleva a previsão de déficit primário de R$ 59,8 bilhões para R$ 60,3 bilhões. Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 estabeleça uma meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões (0,25% do Produto Interno Bruto – PIB), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite um déficit zero para o ano. Com o superávit previsto de R$ 4,1 bilhões, não se faz necessário o contingenciamento orçamentário. O detalhamento do bloqueio adicional será oficializado em 29 de julho, por meio de um decreto presidencial que definirá os limites de empenho para cada ministério e órgão federal.








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