Flávio Bolsonaro (PL) pretende concentrar sua ofensiva jurídica após a derrota na eleição presidencial em um pedido contra a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). A estratégia será buscar a impugnação dos eleitos sob a alegação de abuso de poder econômico, sem questionar diretamente o resultado da votação divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os pontos que deverão ser levantados pela defesa de Flávio está o uso do Bolsa Família. O senador sustenta que o governo federal se valeu de programas e recursos públicos para favorecer a campanha de reeleição de Lula.
A iniciativa pretende deslocar a discussão para as condições em que a disputa ocorreu. Nesse caminho, a equipe jurídica do candidato derrotado deverá tentar demonstrar que medidas adotadas pelo governo produziram uma vantagem eleitoral indevida para a chapa vencedora.
Durante a campanha, Flávio já havia recorrido ao TSE contra adversários. Em uma das ações, apresentada em 22 de outubro, seus advogados acusaram o governo de utilizar a estrutura digital federal e dados de beneficiários de programas sociais para enviar mensagens que favoreceriam Lula. A campanha pediu, entre outras medidas, a cassação do registro ou do diploma da chapa petista.
Nesta segunda-feira, após a apuração, Flávio afirmou que pedirá a cassação da chapa de Lula e alegou abuso de poder econômico. Ele também questionou a prorrogação do horário de votação em parte do país.
Fonte: Abril









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