Um supertufão com ventos de até 280 km/h avança pelo Pacífico Oeste. O fenômeno, chamado Sinlaku, não representa risco direto para o Brasil, mas chamou a atenção de meteorologistas por um motivo importante: as condições em que se formou podem indicar a aproximação do El Niño, que costuma alterar o regime de chuvas no Sul do país.
O tufão se desenvolveu sobre águas excepcionalmente quentes no Pacífico Oeste, próximo à Indonésia e à Austrália. Em pouco mais de um dia, ganhou força equivalente à de um furacão de categoria 5, o nível máximo na escala de ciclones tropicais.
O que é um supertufão?
Supertufão é o nome dado aos ciclones tropicais mais intensos que se formam no noroeste do Oceano Pacífico. Eles são equivalentes a furacões de categoria 4 ou 5 no Atlântico, com ventos a partir de 240 km/h.
O Sinlaku chegou a 280 km/h e registrou pressão atmosférica de 902 hPa. Quanto menor essa pressão, mais forte é o sistema.
Na região onde o tufão se formou, há grande concentração de água quente, que funciona como um reservatório de calor. Esse calor pode se deslocar em direção ao centro e ao leste do Pacífico, favorecendo o desenvolvimento do El Niño.
O que é El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, principalmente nas regiões central e leste.
Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e muda os padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo. No Brasil, costuma provocar mais chuvas no Sul e períodos de seca em outras regiões.










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