A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou na última quinta-feira (13) o fim das restrições que impediam pilotos, equipes e dirigentes da Rússia e de Belarus de participarem de competições sob sua organização. As medidas, adotadas em 2023 após a invasão russa à Ucrânia, deixam de valer imediatamente.
Com a decisão, competidores dos dois países poderão voltar a utilizar suas bandeiras, cores e símbolos nacionais, além de hinos e outros elementos de identificação. Até então, quem disputava provas da FIA precisava competir sob bandeira neutra e sem qualquer manifestação nacional.
A mudança não é completa. A FIA manteve a proibição de realização de competições internacionais ou regionais em território russo ou bielorrusso. Na Fórmula 1, a Rússia recebeu corridas entre 2014 e 2021, no circuito de Sochi, mas a manutenção da restrição impede o retorno da categoria no país neste momento.
A entidade não explicou o motivo da mudança. Segundo a federação, a decisão foi aprovada pelo Conselho Mundial de Automobilismo no dia 3 de agosto e divulgada apenas na quinta. A FIA afirmou ainda que a participação de russos e bielorrussos continuará sujeita às leis de cada país e que a situação na Ucrânia seguirá sendo monitorada.
Desde a adoção das restrições, alguns pilotos russos continuaram competindo sob bandeira neutra. Entre eles estiveram Daniil Kvyat, no Mundial de Endurance, e Nikita Mazepin, que passou a disputar a Asian Le Mans Series após deixar a Fórmula 1.










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