O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou nesta terça (11) um vídeo defendendo a “dominância norte-americana” nas Américas e a Doutrina Monroe, estratégia do país para ter controle sobre o continente.
O vídeo tem mais de cinco minutos e resgata a criação da Doutrina Monroe, apresentada ao Congresso americano em 1823 pelo presidente James Monroe. A medida se opunha à tentativas europeias de ampliar sua influência nas Américas.
No vídeo do Departamento de Estado, são destacados momentos em que a Doutrina foi utilizada para atuação dos EUA em outros países do continente, como a crise dos mísseis em Cuba, em 1962, e a política contra grupos de esquerda apoiados pela União Soviética na América Latina durante o governo de Ronald Reagan.
Após apresentar um retrospecto da história, o vídeo chega à atualidade, destacando a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro deste ano. A operação foi realizada por forças americanas.
O vídeo apresenta o chamado “Corolário Trump”, propondo a restauração da Doutrina Monroe para ações dos EUA na América Latina e no Caribe. O presidente americano é definido como “o mais recente defensor” da influência estadunidense no continente.
O “Corolário Trump” referencia o “Corolário Roosevelt”, do presidente Theodore Roosevelt, que utilizava a doutrina como justificativa para intervir na América Latina.
Ao colocar Donald Trump na posição de “defensor da doutrina”, sua gestão é associada a dominância dos EUA no ocidente.
“Sob nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”, diz.
O texto classifica a Doutrina como norte para a política externa dos EUA ao longo da história.
“O que começou como uma advertência às potências europeias evoluiu para uma estrutura de domínio regional — uma doutrina que continua sendo, até hoje, uma pedra angular da estratégia americana no hemisfério”, diz.
A divulgação do vídeo acontece em meio à tensões de Washington com outros países das Américas, incluindo o Brasil. Na última segunda (10), a China também solicitou participação em consultas abertas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), contra tarifas dos EUA.










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