Rogério Ceni deixou a Arena Fonte Nova no último domingo (9) insatisfeito com o empate por 0 a 0 entre Bahia e Vasco, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar de reconhecer o equilíbrio da partida, o treinador tricolor apontou dificuldades para a equipe desenvolver seu futebol e fez críticas ao estado do gramado, que vem sendo utilizado para uma sequência de shows ao longo dos últimos meses.
Na avaliação de Ceni, o Vasco não chegou a dominar o confronto. O treinador, inclusive, destacou a evolução apresentada pelo adversário nas últimas semanas, principalmente após a classificação sobre o Fluminense na Copa do Brasil. “Eu não acho que o Vasco dominou a gente em momento nenhum. Acho que foi um jogo bem equilibrado. O Vasco melhorou e vem jogando bem, tem muita força física”, afirmou.
O técnico também foi questionado sobre as condições do gramado da Fonte Nova e, embora tenha evitado assumir o papel de responsável por cobrar melhorias, não escondeu a insatisfação. Para Ceni, o campo prejudica diretamente a qualidade técnica das partidas e dificulta justamente uma das principais características do Bahia: a troca de passes.
“Eu não vou mais falar porque não sou eu que tenho que falar. Tem gente responsável para falar. Mas chega a dar vergonha. Os jogadores do próprio Vasco tinham que dar três toques na bola para dominar a bola”, criticou.
Ceni reconheceu que o Bahia fez um dos jogos tecnicamente mais fracos sob seu comando. A equipe teve dificuldades para encontrar espaços por dentro e terminou a partida sem conseguir transformar a posse em uma vitória, apesar das chances criadas e dos dois gols anulados por impedimento.
“Eu acho que foi, não digo nem uma das piores partidas do Bahia, mas foi um dos piores jogos que eu vi. A bola ficou viva o tempo todo. Tecnicamente, foi um jogo ruim dos dois lados, muito em função do que se tem para jogar”, avaliou.
O treinador também citou os desfalques como um dos fatores que dificultaram a atuação. Erick Pulga cumpriu suspensão, enquanto Everton Ribeiro segue fora por conta do procedimento realizado na região sacroilíaca. Além disso, Ademir deixou o jogo ainda no primeiro tempo, obrigando Ceni a lançar Kauê Furquim. “Isso faz falta. O Caio está voltando de lesão, o Everton está fora. Hoje não ter o Pulga, sair o Ademir cedo… Tem muitos jovens que acabam entrando”, explicou.
Outro ponto mencionado pelo técnico foi o longo intervalo entre os jogos. O Bahia passou dez dias sem disputar uma partida oficial e, para Ceni, o período sem ritmo também pode ter influenciado o desempenho.
Apesar das críticas, o treinador reforçou que o objetivo segue sendo buscar a vitória, mas sem abandonar o estilo de jogo da equipe. “Não é de qualquer maneira, não é de qualquer jeito, chutando bola para frente. Quando tem uma opção melhor de passe, temos que fazer melhores escolhas”, afirmou.
O Bahia terá nova oportunidade de voltar a vencer no próximo domingo (16), contra a Chapecoense, às 11h, na Arena Condá, pela 23ª rodada do Brasileirão. Ceni espera encontrar melhores condições para colocar em prática o jogo de posse e troca de passes que pretende para a equipe.









/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/H/9/bgSrtXSCW8xZ1Jd09SBA/fenner-radamese.png)

/https://s04.video.glbimg.com/x720/14816363.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/8/V/pAk1KMRZaBL7x4AMfL7w/rascunho-redacao.jpeg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/j/h/IAN5xOTkqWmwuR5353MA/0c59406c-d763-4e41-8720-5a67146d592b.jpg)



/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/9/y/zJYjtiTBKpd5X59LEOMA/img-7041.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/n/v/6V1i4fThyL23NA0g43jQ/captura-de-tela-2025-11-01-203822.png)




