As Nações Unidas (ONU) iniciaram uma campanha global para associar o futebol ao bem-estar e à promoção da saúde mental. Um evento realizado pelo Escritório da Juventude da ONU, na sede da organização em Nova York, nesta sexta-feira (17), discutiu a temática sob o título "Um Mundo, Um Jogo, Um Objetivo: O Futebol como um Catalisador para a Saúde Mental e Bem-Estar da Juventude".
Futebol como Catalisador para o Bem-Estar Juvenil
A iniciativa da ONU baseia-se em um relatório que aponta que uma em cada sete pessoas entre 10 e 19 anos enfrenta problemas de saúde mental, com um aumento na depressão entre adolescentes e jovens adultos nos últimos anos. O mesmo estudo revelou que a prática de esportes coletivos está ligada a menores taxas de depressão e ansiedade. A proposta é utilizar a capacidade inerente do futebol de construir comunidades, fomentar o senso de pertencimento e inspirar a superação de limites pessoais, elementos considerados vitais para a saúde mental.
Desafios para a Copa do Mundo Feminina no Brasil
Para a Copa do Mundo Feminina, que será sediada no Brasil em 2027, Pedro Trengrouse, da Fifa Master Alumni e coordenador do evento em Nova York, sugeriu que a competição foque no combate à violência de gênero. Ele enfatizou a necessidade de o país abordar a questão do feminicídio, dado o seu alto índice, como parte integrante do evento.
Apostas Online e Seus Impactos na Saúde Mental Brasileira
No Brasil, o uso abusivo de plataformas de apostas online, conhecidas como "bets", tem sido associado ao agravamento de quadros de saúde mental, principalmente devido a perdas financeiras e endividamento. O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) adverte que a paixão pelo futebol pode ser explorada como ferramenta de manipulação por empresas de apostas durante eventos de grande apelo emocional.
Panorama Econômico e Social
Um levantamento da fintech Klavi, com base em dados do Open Finance de 1,2 milhão de brasileiros, identificou que foram movimentados R$ 944 milhões em casas de apostas durante a atual Copa do Mundo, com R$ 17,9 milhões apenas em um único dia. O Idec alerta que a publicidade de apostas atinge não apenas jogadores habituais, mas também consumidores ocasionais e pessoas em situação de vulnerabilidade durante grandes eventos esportivos.
Resposta da Saúde Pública
A crescente demanda por assistência psicológica para indivíduos com compulsão por apostas levou o Sistema Único de Saúde (SUS) a ampliar a oferta de teleatendimento. O Ministério da Saúde ressalta que, para algumas pessoas, a prática de apostas pode evoluir para um problema grave, causando danos significativos à saúde física e mental, às relações sociais e à estabilidade financeira, comprometendo a qualidade de vida.








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