O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul decidiu nesta sexta-feira (4), no horário local, destituir o presidente Yoon Suk Yeol, mantendo a moção de impeachment do parlamento pela curta imposição da Lei marcial no ano passado, que desencadeou a pior crise política do país em décadas.
A decisão do tribunal marca a demissão formal de Yoon da presidência depois que o parlamento votou pelo impeachment em dezembro, aliviando muitos legisladores que temiam que ele pudesse tentar impor a Lei marcial novamente se fosse reintegrado.
Em um julgamento separado, Yoon foi preso em janeiro sob acusações de liderar uma insurreição, ele então foi solto em março depois que um tribunal cancelou seu mandado de prisão — embora não tenha retirado as acusações.
Os oito juízes do Tribunal Constitucional decidiram por unanimidade manter o impeachment de Yoon. A decisão foi recebida com alívio e comemoração por seus oponentes — mas protestos por seus apoiadores.
A questão tem sido extremamente divisiva, com grandes multidões indo às ruas a favor e contra a remoção de Yoon. A polícia aumentou a segurança na capital antes do veredito, montando barreiras e postos de controle, e alertando contra qualquer violência.
É uma queda notável para o ex-promotor que virou político, ganhou destaque por seu papel no impeachment e prisão de outro presidente anos atrás — apenas para agora encontrar o mesmo destino.