
Paciente de hospital psiquiátrico de Penápolis presta prova do Enem
Entre os mais de 98 mil inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), um deles chama a atenção em Penápolis (SP). Não pelo desempenho, mas por sua história de vida.
Jean Manoel Bergantim, de 50 anos, é paciente do Hospital Psiquiátrico João Marchesi há quase três anos. Mesmo com a deficiência intelectual, ele é apaixonado por livros e ama escrever.
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A dedicação aos estudos foi o que o motivou a fazer o Enem. Inicialmente, a ideia de Jean deixou até mesmo os funcionários do hospital surpresos e apreensivos. Depois de analisar a condição do paciente, a psiquiatra da instituição, Loise Maria Tiozzo Cenedesi, decidiu efetuar a inscrição dele.
À TV TEM, ela explicou que, na primeira etapa da prova, em 9 de novembro, ele teve ajuda de um transcritor e de recursos de acessibilidade.
“Ele precisa de uma pessoa para auxiliá-lo a ler a prova e uma pessoa para auxiliá-lo a transcrever no gabarito. De fato, ele chegou lá e, depois, me contou que era uma sala, somente ele, e tinha essas duas pessoas que estavam auxiliando-o nesses aspectos, principalmente para passar [as respostas] no gabarito. Ele ficou super feliz com essas pessoas, adorou e chegou para mim contando super empolgado”, comentou Loise.
Jean Manoel Bergantim, de 50 anos, é paciente do Hospital Psiquiátrico João Marchesi em Penápolis (SP) e faz o Enem
Reprodução/TV TEM
Jean foi diagnosticado com deficiência intelectual na infância. O cérebro dele não se desenvolveu completamente, o que causa lentidão no aprendizado e dificuldade para se relacionar com outras pessoas.
Após terminar o ensino médio, ele decidiu fazer o Enem para tentar uma oportunidade em uma instituição de ensino superior. O sonho de Jean é se formar em desenho industrial.
“Eu fiz a prova. Fiquei fazendo até 19h, e deu tempo de eu decorar o gabarito, deu tempo de eu fazer tudo, entregar tudo na mão da professora, deu tempo de a professora encaminhar meu gabarito… Estava fácil a prova. Era língua portuguesa, que é o meu forte”, comentou Jean.
Entre simulados e questões pré-vestibulares, ele encontrou um desafio muito maior: vencer o preconceito.
Jean Manoel Bergantim, de 50 anos, é paciente do Hospital Psiquiátrico João Marchesi em Penápolis (SP)
Reprodução/TV TEM
Para transformar o Enem em um símbolo de coragem, precisou provar que a deficiência não foi capaz de limitar sua vontade de aprender e de lutar pelos próprios sonhos.
Neste domingo (16), Jean se prepara para participar da segunda etapa do exame. Para aqueles que duvidam do próprio potencial, o estudante deixa um conselho:
“Não desista, continue perseverante. Siga seus objetivos, e, se está difícil, é porque você está prestes a superar. A superação é a assinatura do sucesso”, comenta.
Jean Manoel Bergantim, de 50 anos, é de Penápolis (SP) e faz a prova do Enem
Reprodução/TV TEM
Ana Paula de Oliveira Marques, coordenadora de Recursos Humanos do hospital onde Jean vive, relatou à reportagem que a reinserção social é primordial para ele e para os demais pacientes.
“Eu acho que esse é o grande objetivo quando a gente fala em uma reinserção social e em uma psiquiatria humanizada… Ele é um grande vencedor”, finaliza.
Jean Manoel Bergantim, de 50 anos, é paciente do Hospital Psiquiátrico João Marchesi em Penápolis (SP)
Reprodução/TV TEM
Jean Manoel Bergantim, de 50 anos, é paciente do Hospital Psiquiátrico João Marchesi em Penápolis (SP)
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