
Qual é o segredo do homem mais velho do mundo? Seu João é brasileiro e tem 112 anos
Por que alguns seres humanos vivem além dos 110 anos? Um estudo com centenários brasileiros aponta que a miscigenação da população pode ajudar a explicar por que o Brasil tem se destacado nos rankings globais de longevidade.
➡️ O país concentra hoje três dos dez supercentenários mais longevos do mundo, incluindo o homem mais velho ainda vivo, nascido em 5 de outubro de 1912 — um desempenho que chama atenção quando comparado a países historicamente associados a uma vida longa, como o Japão.
Diante desses números, cientistas passaram a investigar brasileiros que ultrapassaram os 100 anos para entender não apenas por que eles chegam a idades extremas, mas como envelhecem. Muitos desses idosos mantêm autonomia, lucidez e qualidade de vida mesmo após os 100 anos.
Para buscar respostas, os pesquisadores realizaram o sequenciamento genético de pessoas centenárias. Na análise preliminar, observaram que alguns genes associados à longevidade já descritos em outras populações, como europeias, também aparecem entre os superidosos brasileiros.
Ao mesmo tempo, chamam atenção variantes genéticas ainda pouco estudadas, que podem estar relacionadas à diversidade da população do país.
Com isso, os cientistas levantam a hipótese de que a “fórmula” da longevidade no Brasil possa estar ligada justamente à miscigenação da população, uma característica pouco representada nos grandes estudos genômicos internacionais.
“Essa lacuna é especialmente limitante na pesquisa sobre longevidade, onde supercentenários miscigenados podem abrigar variantes protetoras únicas invisíveis em populações geneticamente mais homogêneas,” explica Mateus Vidigal de Castro, primeiro autor do artigo e pesquisador do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco.
Os dados foram reunidos em um artigo publicado nesta terça-feira (6) na revista Genomic Psychiatry, assinado por pesquisadores da Universidade de São Paulo.
Por que temos medo de envelhecer?
GettyImages
Como a análise está sendo feita
➡️ A equipe acompanha atualmente mais de 160 centenários, incluindo 20 supercentenários, distribuídos por diferentes regiões do país e inseridos em contextos sociais, culturais e ambientais diversos.
Entre os participantes esteve Irmã Inah, reconhecida como a pessoa mais longeva do mundo até sua morte, em abril de 2025, aos 116 anos. O grupo também incluiu os dois homens mais longevos do mundo: um morreu em novembro passado, aos 112 anos, e o outro tem atualmente 113.
O estudo também destaca casos de longevidade concentrada em famílias. Um exemplo é o de uma mulher de 110 anos que tem sobrinhas com 100, 104 e 106 anos — uma das famílias mais longevas já documentadas no Brasil. A mais velha delas, hoje com 106 anos, foi campeã de natação aos 100 anos.
Além do sequenciamento genético, os pesquisadores acompanham anualmente a saúde desses participantes. Um dos pontos que chama atenção é que, mesmo em idades tão avançadas, alguns supercentenários permanecem lúcidos e independentes para atividades básicas do dia a dia.
Ou seja, mais do que viver muito, esses brasileiros parecem envelhecer de forma diferente: mantendo funcionalidade e qualidade de vida até idades extremas — um padrão que os cientistas agora tentam entender em detalhes.
O que eles querem descobrir?
A hipótese dos pesquisadores é de que as respostas sobre longevidade ainda não foram possíveis pela falta de diversidade genética na análise — o que é possível no Brasil.
Ao mesmo tempo, explicam que a hipótese preliminar é de que a vida longa de brasileiros seja explicada, justamente, por essa mistura.
Para eles, compreender por que alguns brasileiros chegam a idades extremas mantendo autonomia e qualidade de vida pode ajudar a redefinir o conceito de envelhecimento saudável em escala global.
Source link
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/Y/0/me0bWBSTuEvWqIVp9CoQ/54912798021-ca986c5b91-k.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/y/J/s6QpKLT2aLPLNZ8vcOlQ/whatsapp-image-2026-02-26-at-16.40.38.jpeg)
/https://s03.video.glbimg.com/x720/14290330.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/V/U/X9c125RaKgMmvCQsCXgw/sala-de-aula-vazia-carteiras-alunos-estudantes-escola-educacao-ensino-lousa-quadro-escola-municipal-dr.-aluizio-rosa-prata-bairro-residencial-rio-de-janeiro-12-08-2022.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/Y/0/28jwhwQ66NzdJP4DWxsw/matriculas-ensino-tecnico.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/w/N/5QCH7vRn6KJr2WbAh5Ow/whatsapp-image-2026-02-25-at-10.45.58.jpeg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/H/1/tDmcmYSSWcpviie2hygQ/shpp.jpg)

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/2/d/epunmXTRCB3K9wb6eIHA/img-20231011-wa0004.jpg)

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Z/M/7YvAKPTGSeJHVVrKmWIA/post-6-67d98f10e4f4e.webp)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/8/L/xSRItyS0e62xYOazVB7Q/2026-01-17t150926z-402270038-rc213jat1jox-rtrmadp-3-usa-trump-greenland-protests.jpg)
/https://s02.video.glbimg.com/x720/11318181.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/o/M/gI9mRGQ9SRTlbaXm3Zdw/gettyimages-674860920.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/g/h/lAmxihR16gQEALAvDOgA/2025-12-29t210602z-62426371-rc2kqia5lvww-rtrmadp-3-israel-palestinians-trump-netanyahu.jpg)

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/4/n/QvYmo3QEiPtoutiDR6og/g1-pr-1-.png)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/0/a/Ko6Fp2TOS0zO8CRhQWTA/pre-carnaval-fortaleza.jpg)






