
As crianças que moram nas zonas úmidas da região de Chalan Beel, em Bangladesh, têm aula em salas flutuantes. Durante todo o ano, cerca de 26 barcos movidos a energia solar navegam pela região, de aldeia em aldeia, e reúne as crianças para as aulas.
A escola flutuante funciona, inclusive, durante as monções, quando as escolas regulares fecham devido às enchentes que atingem o país. Desde 2002, o projeto ajudou mais de 22,5 mil alunos a se formarem.
Escola flutuante em Bagladesh.
Deutsche Welle
Além de garantir a educação das crianças da região, a iniciativa também é importante por viabilizar a integração e socialização entre as aldeias, que não ocorreria de outra maneira.
“Meus amigos estão espalhados pela bacia. Raheeb mora em uma aldeia, Abdullah em outra, e Bashar e Ahad em uma terceira. Sem essa escola [flutuante], eu nunca teria esses amigos”, conta Safikul Islam, aluno do projeto.
Reconhecimento pelo projeto
Neste ano, o projeto de escola flutuante recebeu o Prêmio Confúcio de Alfabetização da Unesco, por seu papel em levar educação a comunidades rurais propensas a inundações.
As famílias que moram nas aldeias das zonas úmidas também reconhecem a importância da iniciativa. É o caso de Sufia Khatun, mãe de aluno da escola flutuante, que vê na escola flutuante a oportunidade para o filho ser bem-sucedido.
“Nunca tivemos a chance de estudar, porque, na nossa época, as escolas ficavam muito longe de casa. Como a escola flutuante é muito conveniente, podemos enviar nosso filho para estudar”, diz.
Shakhina Khatun é professora e leciona na escola flutuante há 13 anos. Ela diz que ficou feliz em ver o reconhecimento que o projeto vem recebendo.
Ouvi dizer que muitos países como o nosso adotaram e desenvolveram esse modelo escolar. Estou muito feliz por fazer parte disso. Nossas aulas são contínuas, apesar do clima adverso e das enchentes que ocorrem todos os anos. Nunca fechamos. É por isso que os pais adoram nossa escola.
O modelo de escolas flutuantes foi replicado em países propensos a enchentes, como Nigéria, Filipinas e Camboja.
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