O Bahia perdeu a invencibilidade como mandante no Brasileiro e na temporada após ser derrotado pelo Palmeiras, no último domingo (5), em partida válida pela décima rodada. Mesmo com o resultado negativo, a atuação da equipe tricolor foi valorizada pelo técnico Rogério Ceni, que concedeu entrevista coletiva ao fim do confronto.
O treinador destacou o desempenho dos seus comandados e avaliou que o Bahia foi superior ao longo da partida, apesar da derrota dentro de casa.
“Com relação ao jogo, eu acho que foi de domínio total nosso, tanto no primeiro quanto no segundo tempo. Palmeiras faz o gol, é a única jogada que o Palmeiras cria no primeiro tempo foi a jogada do gol e aí você tem que valorizar a qualidade individual do jogador, da finalização, né? Gol, belíssimo gol. E no segundo tempo acho que mantém o ritmo do primeiro”.
Apesar dos elogios à atuação da equipe, a arbitragem foi o principal alvo das críticas de Ceni na coletiva. O treinador apontou interferência direta do VAR no resultado da partida e classificou a atuação como determinante.
“É uma pena o jogo decidido pelo VAR. Rodolpho Toski deveria estar vindo dar entrevista aqui hoje. Esse cara deveria dar entrevista. E o Lucas [Casagrande], eles dois teriam vindo a entrevista hoje. Então, e o Palmeiras não tem nada a ver com isso, tá? Só para deixar bem à parte isso. É uma vergonha arbitragem de hoje, aqui no jogo de hoje. E o VAR, principalmente, é uma vergonha. O David [Duarte] no salto é deslocado com o braço pelo Gustavo Gomez. Mas a gente também tem um padrão diferente, inglês, de ver as coisas. Então, vergonhosa atuação do VAR e da arbitragem como geral no jogo, para mim foi muito ruim muito abaixo. O lance é claríssimo, e ele define o jogo. Com relação ao que foi jogado, se o meu time jogar sempre assim, vou estar sempre muito feliz com jogadores, só tenho elogios a fazer, né? Um ajuste ou outro de marcação”, começou o desabafo o treinador.
“No último terço, as dificuldades que o Palmeiras impõe a qualquer time, porque é um time que se defende bem, né? Mas em matéria de futebol jogado, bom, não posso e não tenho que reclamar dos meus jogadores. Não tenho o que falar, só elogiar eles, e a partida é decidida pelo VAR. Aliás, esse o senhor Toski, ele que deveria dar uma entrevista. Por que que eles não vêm na entrevista agora aqui? Por que que ele não chama o árbitro para olhar o lance pelo nosso zagueiro salta livre na bola para tirar ela de cabeça? Ele não é deslocado ombro a ombro, ele é deslocado pelo braço no ar e movimento. Mas nós já estamos bem acostumados como são as coisas aqui, né? É que a gente fala muito pouco, sobra sempre, né? Para falar então assim, a gente não leva na boa. Mas é Palmeiras, sempre o mérito, porque é um time que compete. Duas coisas que o Palmeiras tem: competitividade e talento individual. E isso fez com que o Palmeiras ganhasse o jogo aliado ao trabalho da arbitragem no dia de hoje”, seguiu.
Após o revés para o líder do campeonato, Ceni também foi questionado sobre o impacto do resultado na briga do Bahia dentro da competição. Para o treinador, o desempenho apresentado precisa ser levado como referência, independentemente da distância na tabela.
“Se nós jogarmos dessa maneira todos os jogos, a chance de nós vencermos muitos jogos, eu acho que existe, acho que o resultado, logicamente, se você for analisar, a diferença vai para oito pontos com o jogo de diferença entre os dois times, né? E o Palmeiras é um time muito forte, que sempre compete bastante. Pode você pode visualizar uma dificuldade de você chegar no Palmeiras. Mas o campeonato ainda tá na primeira parte. Vamos viver o jogo a jogo e tentar fazer exibições como essa e torcer para que o a arbitragem e que o VAR não tire os pontos como tirou hoje, porque hoje foi esses pontos foram tirados da gente.”
Ao complementar a resposta, o treinador voltou a direcionar críticas à arbitragem, citando nominalmente os responsáveis pelo jogo e classificando a atuação como preocupante.
“Primeiro por mérito do que nós jogamos dentro do campo e segundo por um lance absurdo que não é checado pelo VAR ou não é chamado pelo VAR ou o árbitro, não sei, porque é um lance facílimo de ver. Se você chamar no vídeo você vai ver o lance. O Gustavo Gomez ele nem disputa a bola. Ele vai na direção do David [Duarte] única e exclusivamente para deslocá-lo. Mas aí já não é mais comigo também o nosso trabalho é tentar fazer o melhor dentro do campo, não conseguimos vencer. Nesse sentido, mas repito, vocês deviam entrevistar o cidadão que apitou o jogo e o do ar-condicionado. Esse são os perigosos. Temos que tomar cuidado.”
Sobre a falta de efetividade nas finalizações, Ceni analisou as características do elenco e reconheceu a necessidade de evolução no setor ofensivo, principalmente com os jogadores de lado.
“Nós temos os tanto Pulga quanto o Kike, o próprio são não são jogadores que tem como principais características os gols, né? Nossos gols é muito resumido no nove, seja ele Everaldo, Willian, quem jogar, mesma coisa de Jean Lucas, né, pisando na área. Erick quando joga, pisa bastante na área. Juba tem feito muitos gols, mas realmente os nossos pontas fazem muita diferença no um contra um criam a jogada, a situação, mas não tem como principal característica, estamos tentando trabalhar para que eles melhorem e nós precisamos desses gols pontuais, pros nossos jogadores de lado também, além do nove, das infiltrações do oito, da chegada do Juba. Precisamos de gol de bola parada, como foi o caso do David hoje que fez, né? Fazia tempo que a gente não fazia um gol assim e também desses jogadores de lado do campo no fechamento para que a gente tenha maior qualidade de finalização.”
Mesmo com o resultado negativo, o treinador fez questão de ressaltar o orgulho pela atuação da equipe e reforçou que o desempenho apresentado é o caminho para a sequência da temporada.
“Nem sempre a gente consegue executar tudo isso. Acho que mais dentro de casa conseguimos executar. Fora de casa muda um pouco o comportamento, não sei exatamente o porquê. Mas o que eu falei para eles, eu não posso… Perdemos o jogo. Perdemos. É fato, claro. Não tem que analisar meritocracia. Tem que analisar o resultado, realmente. Mas dentro do que nós fizemos hoje no campo de jogo, deixa um treinador orgulhoso. Eu não posso vir aqui e reclamar de qualquer coisa dos jogadores. Eles fizeram, eu acho que o máximo. O Palmeiras é o primeiro colocado do campeonato. O Palmeiras pegou pouco na bola hoje aqui. Em matéria de construção, de jogo, de tudo.”
Ao analisar o ponto negativo da partida, Ceni voltou a destacar a dificuldade da equipe em transformar volume de jogo em gols, algo que considera determinante para resultados melhores ao longo da competição.
“Acho que essa é a parte negativa, que a gente cria bastante e, ainda como nos outros anos, sofre um pouco mais para fazer os gols, para fazer a diferença do jogo. Mas fora isso, que isso é um fator muito importante, claro. Eu fico assim feliz com apresentação técnica, tática do time, eu acho que a gente jogue mais jogos como esse e possa ter resultados melhores e que o senhor Toski, o Lucas, que não influenciem tanto na decisão de um jogo como foi no dia de hoje.”
Por fim, o treinador comentou sobre o aspecto emocional do elenco após a derrota e demonstrou confiança na reação da equipe para a sequência da temporada.
“Eu tenho certeza que eles não vão desanimar, eu falei para eles agora, eu só tenho elogios a fazer a vocês, eu não tenho nenhuma crítica, por mais que um erro ou outro possa ter acontecido no jogo todo é muito maior de coisas boas do que uma outra coisa negativa, né? Agora, eu acho que isso serve de parâmetro para você fazer próximas atuações perto desse modelo de jogo, que a gente possa seguir jogando dessa maneira. Se nós fizemos isso contra o primeiro colocado do campeonato, nós temos obrigação também de contra outras equipes também manter esse nível de apresentação.”
Agora, Rogério Ceni terá a semana livre para preparar o Bahia para o próximo compromisso na competição, diante do Mirassol, no sábado (11), às 18h30, no estádio Maião.
“Acho que de bom que fica é o que o time jogou. E isso tem que se repetir mais vezes. Se você repetir mais vezes esse nível de atuação, a tendência é que bons resultados aconteçam”, finalizou.









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