Delegações de Cuba e dos Estados Unidos realizaram um recente encontro em Havana, confirmado por Alejandro García, diretor-geral adjunto para os Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores de Cuba. A sessão de trabalho teve como principal pauta a exigência cubana pela suspensão do embargo energético imposto pela Casa Branca.
Detalhes da Reunião Bilateral
O lado americano foi representado por secretários-adjuntos do Departamento de Estado, enquanto a delegação cubana participou em nível de vice-ministro das Relações Exteriores. Alejandro García descreveu a conversa como respeitosa e profissional, enfatizando que nenhuma das partes estabeleceu prazos ou fez declarações coercitivas, contrariando informações veiculadas pela mídia americana. As reuniões são conduzidas com discrição devido à natureza sensível dos temas da agenda bilateral.
Prioridade Cubana: Fim do Bloqueio Energético
A prioridade máxima da delegação cubana foi o levantamento do embargo energético, que considera uma punição injustificada à população e uma forma de chantagem global contra Estados soberanos com direito de exportar combustível para Cuba, conforme os princípios do livre comércio.
Impacto do Bloqueio Econômico
Desde janeiro de 2019, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou o bloqueio contra Cuba com uma ordem executiva que declarou estado de emergência nacional, classificando a ilha como uma ameaça à segurança dos EUA. Essa medida permite a Washington sancionar países que tentem fornecer petróleo a Cuba, resultando em escassez de combustível que afeta diretamente o cotidiano da população cubana.
Perspectivas de Diálogo Futuro
O governo cubano reitera sua disposição em dialogar com as autoridades dos Estados Unidos, mantendo uma postura aberta à comunicação, desde que as trocas sejam baseadas no respeito e na não interferência. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou em entrevista ao Newsweek que é possível chegar a acordos em áreas como ciência, migração, combate ao narcotráfico, meio ambiente, comércio, educação, cultura e esportes.
Díaz-Canel ressaltou em outra entrevista, ao programa 'Meet the Press' da NBC News, que o diálogo deve ocorrer em termos de igualdade e com pleno respeito à soberania, ao sistema político, à autodeterminação e ao direito internacional, enfatizando: 'Podemos negociar, mas à mesa, sem pressão ou tentativas de intervenção dos EUA.'








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