Presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol) desde 2016, Gianni Infantino teria recebido US$ 1,72 milhão (R$ 8,6 milhões, na cotação atual) como remuneração extra pela Copa do Mundo 2026, realizada na América do Norte. De acordo com a ESPN, o pagamento foi realizado em 2024 pela FWC2026, empresa criada nos Estados Unidos para gerenciar e operar o campeonato mundial, e não teria sido divulgado anteriormente. O valor adicional não estava computado nos US$ 4,9 milhões (R$ 24,5 milhões) referentes ao salário e aos benefícios pagos a Infantino pela Fifa, nem foi informado no relatório anual da entidade divulgado em 2024 – o mais recente a que se tem acesso.
A informação foi divulgada primeiro pelo jornal britânico The Times. A ESPN teve acesso a documentos da Fifa e da Receita Federal dos EUA (IRS) e argumenta que a falta de transparência seria uma possível violação dos estatutos da entidade esportiva. A regra que determina a obrigação de transparência pública consta no artigo 43 do documento: “a remuneração individual do presidente da Fifa, dos membros do conselho e do secretário-geral da Fifa deve ser tornada pública”.
Em resposta à ESPN, a Fifa negou as irregularidades. Um porta-voz da entidade disse que a organização “rejeita veementemente qualquer sugestão de que tenha havido violação” dos estatutos. “A Fifa não paga um segundo salário ao presidente da Fifa e cumpre todas as exigências de divulgação de informações relativas à remuneração”, acrescentou. O comunicado diz, ainda, que as contas da entidade “passam por auditoria independente, e todas as declarações estão em conformidade com as regulamentações fiscais da Suíça, dos Estados Unidos e de outras jurisdições”.
A próxima reunião do Conselho da Fifa está agendada para quinta-feira, 15, em Zurique, quando o tema deve ser tratado.
Fonte: Abril











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