A caderneta de poupança apresentou uma reversão em sua tendência recente, registrando uma entrada líquida de R$ 2,6 bilhões no mês de maio. O dado, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (9), indica que os depósitos superaram os saques durante o período.
Desempenho Detalhado em Maio
Durante o mês de maio, o total de aplicações na poupança somou R$ 368,4 bilhões, enquanto os saques alcançaram R$ 365,8 bilhões. Adicionalmente, foram creditados R$ 6,2 bilhões em rendimentos nas contas. Atualmente, o saldo total da poupança ultrapassa a marca de R$ 1 trilhão.
Contexto e a Influência da Taxa Selic
Esta entrada líquida de maio marca a primeira ocorrência do tipo neste ano, interrompendo uma sequência de meses com saques superiores aos depósitos. Nos últimos anos, a caderneta de poupança tem enfrentado retiradas significativas, somando R$ 87,8 bilhões em 2023 e R$ 15,5 bilhões em 2024 até o período anterior a maio. Nos primeiros cinco meses deste ano, o acumulado de saques líquidos alcança R$ 39,1 bilhões.
A manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em patamares elevados tem sido um dos principais fatores para a preferência por outros investimentos de melhor rendimento. Por um longo período, a Selic permaneceu em torno de 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas.
Em sua última reunião, em abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central efetuou um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, reduzindo-a para 14,5% ao ano. Apesar de preocupações com tensões internacionais e expectativas inflacionárias, a autoridade monetária prosseguiu com o ciclo de redução, mas sem indicar os próximos passos para a taxa.
A Selic e o Controle da Inflação
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para atingir a meta de inflação, definida em 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Quando o Copom decide elevar a taxa básica, o objetivo é controlar uma demanda aquecida, o que consequentemente encarece o crédito e incentiva a poupança, impactando os preços.
Em abril, a inflação oficial, medida pelo IPCA, registrou 0,67%, impulsionada principalmente pela alta nos preços dos alimentos. O índice acumulado nos últimos 12 meses situou-se em 4,39%, mantendo-se dentro do limite estabelecido pela meta de inflação.
Os dados referentes à inflação de maio serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima sexta-feira, dia 12.









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