A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, os controles de entrada nos Estados Unidos passaram a ganhar espaço no noticiário esportivo. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram jogadores, dirigentes e integrantes de delegações sendo submetidos a rigorosos procedimentos de segurança, enquanto outros episódios envolvendo profissionais credenciados também repercutiram nos dias que antecedem a competição.
Um dos casos mais comentados envolveu a seleção de Senegal. Logo após desembarcar na Carolina do Norte, a delegação passou por uma inspeção detalhada ainda na pista do aeroporto. Imagens registradas por jornalistas e torcedores mostram jogadores e membros da comissão técnica sendo abordados individualmente por agentes de segurança e imigração.
Em alguns registros, atletas aparecem retirando os sapatos para inspeção, enquanto outros aguardam em filas durante o processo de verificação. Todo o grupo precisou passar pelos procedimentos antes de ser liberado para entrar oficialmente no país.
A repercussão aumentou após a divulgação de imagens envolvendo a seleção do Uzbequistão durante a chegada aos Estados Unidos para a disputa do Mundial, jogadores e dirigentes foram submetidos a inspeções com detectores de metais e cães farejadores. As cenas circularam rapidamente nas plataformas digitais e chamaram atenção pelo forte aparato de segurança.
Segundo relatos divulgados por pessoas ligadas à delegação uzbeque, todo o material transportado pela equipe também foi submetido a verificações detalhadas. Parte dos dirigentes demonstrou incômodo com a demora dos procedimentos e com o tempo de espera enfrentado durante a fiscalização.
Os relatos não ficaram restritos às delegações. O árbitro somali Omar Artan, eleito o melhor árbitro africano de 2025, teve a entrada nos Estados Unidos negada mesmo possuindo visto e documentação para a viagem. O caso gerou repercussão internacional por envolver um profissional ligado diretamente ao Mundial. Já o fotógrafo iraquiano Aymen Hussein, que trabalha há anos na cobertura de competições internacionais de futebol, passou cerca de sete horas sendo interrogado em um aeroporto americano após um problema relacionado à identificação de seu nome.
As imagens e relatos rapidamente alimentaram debates entre torcedores, jornalistas e profissionais do futebol. Enquanto parte do público considerou os procedimentos compatíveis com os protocolos de segurança adotados pelos Estados Unidos, outros classificaram algumas abordagens como excessivas para pessoas que viajavam credenciadas para compromissos esportivos.
Com Estados Unidos, México e Canadá dividindo a organização da Copa do Mundo de 2026, milhares de atletas, dirigentes, árbitros, jornalistas e torcedores já começaram a desembarcar na América do Norte. Antes mesmo de a bola rolar, porém, os rígidos controles de entrada adotados pelas autoridades americanas já se transformaram em um dos primeiros assuntos extracampo do torneio. Os episódios envolveram diretamente participantes do Mundial, como Senegal e Uzbequistão, além de profissionais ligados à competição, ampliando o debate sobre os protocolos adotados pelo país às vésperas da abertura da Copa.









/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/8/V/VKHbkxQSK6u6W2iwAX1Q/globo-canal-4-20260317-2000-frame-128738.jpeg)



/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/9/q/fiKemgQAiohZsbfmYb3Q/afp-20260607-b69c74r-v1-midres-chinaeducationexam.jpg)



/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/9/y/zJYjtiTBKpd5X59LEOMA/img-7041.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/n/v/6V1i4fThyL23NA0g43jQ/captura-de-tela-2025-11-01-203822.png)







