O Grupo I da Copa do Mundo promete ser palco de uma das disputas mais acirradas e emocionantes desta edição do torneio. Liderado pela França, considerada uma das principais favoritas ao título com seu astro Kylian Mbappé, o grupo também conta com o retorno da Noruega, após 28 anos de ausência, liderada por Erling Haaland. Completam a chave o Senegal, que busca consolidar sua força africana com Sadio Mané, e o Iraque, que retorna ao Mundial após quatro décadas.
França: A Busca Pelo Tricampeonato
Apelidada de 'Les Bleus', a seleção francesa é uma forte candidata a erguer a taça, almejando o tricampeonato após as conquistas de 1998 e 2018. A equipe é comandada há 14 anos por Didier Deschamps, que possui a distinção de ser campeão mundial como atleta (em 1998) e como treinador (em 2018).
Deschamps dispõe de uma geração talentosa, com destaque para Kylian Mbappé e outros atacantes de alto nível, como Ousmane Dembelé e Désiré Doué, ambos do Paris Saint-Germain, e Michael Olise, do Bayern de Munique.
Noruega: O Retorno Após 28 Anos
A Noruega chega à Copa com grande moral, tendo assegurado a vaga após liderar seu grupo nas eliminatórias europeias, superando a tetracampeã Itália. Conhecidos como 'Os Leões', os noruegueses garantiram sua quarta participação em Mundiais com uma campanha impecável de oito vitórias em oito jogos.
Além do prolífico atacante Erling Haaland, do Manchester City, a seleção norueguesa conta com outros talentos da Premier League, como Martin Odegaard (Arsenal), Strand Larsen (Crystal Palace) e Oscar Bobb (Manchester City).
Sob a liderança do técnico Ståle Solbakken, ex-jogador da seleção, a Noruega almeja superar as oitavas de final, seu melhor desempenho até então, alcançado em 1938 e 1998.
Senegal: Força Africana em Busca de Progresso
Em sua terceira participação em Copas do Mundo, o Senegal apresenta-se como um forte concorrente para avançar à fase eliminatória. A equipe, apelidada de 'Os Leões de Teranga', conquistou a Copa Africana das Nações em janeiro, após uma vitória inicial na final contra Marrocos, embora a decisão tenha sido posteriormente revertida pela CAF.
Desde o final de 2024, o ex-atacante Pape Thiaw comanda a equipe, que teve uma performance dominante nas eliminatórias africanas, permanecendo invicta e sofrendo apenas três gols. O capitão e camisa 10, Sadio Mané, de 34 anos (Al-Nassr), é o principal destaque, buscando brilhar após ter sido cortado da Copa do Catar devido a uma lesão.
Iraque: O Regresso e os Desafios Geopolíticos
A seleção iraquiana garantiu a 48ª e última vaga na Copa do Mundo após uma vitória apertada por 2 a 1 sobre a Bolívia na repescagem intercontinental. Esta será a segunda vez que 'Os Leões da Mesopotâmia' participam do Mundial, tendo sua única aparição anterior em 1986.
Além da jornada de classificação, a preparação da seleção iraquiana tem sido marcada pelos impactos dos conflitos geopolíticos na região. Dificuldades de deslocamento e o fechamento do espaço aéreo, decorrentes de bombardeios no território, afetaram o planejamento da equipe.
O time, liderado há pouco mais de um ano pelo técnico australiano Graham, tem em Aymen Hussein, o centroavante que marcou o gol decisivo contra a Bolívia, seu principal destaque.









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